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Futebol / Campeonato Brasileiro

Clubes da Série B estudam estatuto da Libra e devem adotar posição em bloco

Times querem maior fatia de receita para segunda divisão para aceitar adesão à liga

Adalberto Leister Filho e Erich Beting - São Paulo (SP) Publicado em 05/05/2022, às 16h07 - Atualizado às 16h12

Ricardo Moisés, presidente do Guarani, defende que adesão de times da Série B seja em bloco - Thomaz Marostegan / Guarani
Ricardo Moisés, presidente do Guarani, defende que adesão de times da Série B seja em bloco - Thomaz Marostegan / Guarani

Os times da Série Bestudam adotar uma posição conjunta em relação à entrada na Libra, a liga brasileira de futebol, fundada na última terça-feira (3) com a adesão de seis times da Série A (Corinthians, Flamengo, Palmeiras, Red Bull Bragantino, Santose São Paulo) e dois que estão na segunda divisão do futebol nacional (Cruzeiroe Ponte Preta). Os clubes voltam a se reunir na quinta-feira da semana que vem (12), na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro.

“A liga, do ponto de vista do Guarani, é uma realidade. Vai acontecer. Vai ser uma evolução muito grande para o futebol nacional. Estamos preparados para, no dia 12, ir à CBF e aderir à liga”, afirmou Ricardo Moisés, presidente do Guarani, que junto do Sport lidera as discussões sobre o tema entre os times da Série B do Brasileirão.

De acordo com o dirigente, o clube não aderiu à liga na última terça-feira (3) porque necessitava debater o assunto com as demais equipes da segunda divisão. “A gente tem um debate hoje e outro debate amanhã. Mas vai ser natural a adesão em bloco da Série B. Isso vai acontecer”, completou Moisés.

Segundo a Máquina do Esporte apurou, o maior ponto de divergência em relação ao estatuto se refere à distribuição de verbas de direitos de transmissão. De acordo com esse trecho, no final do documento, caso os direitos das Séries A e B sejam comercializados de forma conjunta, as receitas dessa venda seriam divididas com 85% ficando para os times da elite e 15% para as equipes da segunda divisão.

Essa posição dos clubes da Série B é apoiada pelo movimento Forte Futebol, formado por dez times da Série A, que é mais sensível às demandas das equipes menores. 

“Devo conversar com o presidente do Fortaleza [Marcelo Paz]e do Atlético-MG [Sérgio Coelho], que são os líderes dos clubes da Série A [entre os que não assinaram], para que a gente possa convergir em alguns itens. E também para tirar alguns itens que a gente por acaso entenda que não sejam bons, principalmente para os clubes da Série B”, revelou Yuri Salomão, presidente do Sport.