Nesta sexta-feira (22), Pep Guardiola confirmou que deixará o cargo de técnico do Manchester City após 10 anos. No entanto, para além dos resultados e títulos conquistados dentro de campo, a passagem do treinador espanhol também impactou os negócios do clube inglês.
Desde que Guardiola foi contratado, houve um aumento considerável nas receitas do Manchester City com matchday, ainda que a média de público nos jogos do time como mandante tenha se mantido estável. Um dos fatores que explicam esse aumento foi a ascensão do clube a uma das maiores potências do futebol mundial sob o comando do treinador.
Na temporada 2016/2017, que marcou a estreia de Guardiola como técnico do Manchester City, a arrecadação com matchday do clube somou £ 51,8 milhões e a média de público na Premier League foi de 54.019 torcedores por jogo.
Já nos anos seguintes, o faturamento avançou para £ 56,6 milhões em 2017/2018 e atingiu £ 58,2 milhões na temporada 2018/2019. Nesse mesmo intervalo, a média de espectadores nas arquibancadas dos jogos da equipe como mandante permaneceu estável, oscilando entre 53.812 pessoas e 54.130 pessoas, respectivamente.
Com os efeitos da pandemia, as receitas de matchday do City caíram para £ 41,6 milhões na temporada 2019/2020, que foi parcialmente afetada pela restrição de público nos estádios. Já no ano seguinte, o impacto foi maior e, jogando praticamente todos os jogos com portões fechados, o clube faturou apenas £ 732 mil com essa linha de receita em 2020/2021.
Apesar disso, a recuperação veio logo no ano seguinte, muito por conta do bom desempenho do time de Guardiola dentro de campo. Nesse sentido, o Manchester City arrecadou £ 71,9 milhões com matchday na temporada 2022/2023 em 31 jogos disputados como mandante.
Nos anos seguintes, essa linha de receita se consolidou na casa de £ 70 milhões. Na temporada 2023/2024, a categoria de matchday rendeu £ 75,6 milhões aos cofres do City, enquanto, na 2024/2025, cerca de £ 75 milhões.
Em paralelo, a média de público no Etihad Stadium seguiu estável, alcançando 53.249, 53.288 e 53.576 torcedores em cada temporada, respectivamente. Isso mostra como o sucesso do Manchester City dentro de campo, a partir do comando técnico de Guardiola, permitiu ao clube maximizar a rentabilidade dos seus jogos como mandante ao longo dos anos.
Contratações
Ao mesmo tempo em que passou a faturar mais com matchday, o Manchester City também investiu quantias relevantes no mercado de transferências nos últimos 10 anos. Ao longo de toda a era Pep Guardiola no comando da equipe, o investimento consolidado em contratações de jogadores superou a marca de € 2,05 bilhões, segundo dados do Transfermarkt.
O maior investimento consolidado feito pelo clube em um único ano aconteceu na temporada 2017/2018, quando o City gastou cerca de € 317,5 milhões em reforços para o seu time principal. Outros picos de aportes foram registrados nas temporadas de 2025/2026 e 2023/2024, com € 301,8 milhões e € 259,6 milhões investidos, respectivamente, na aquisição de jogadores.
Os dados ainda demonstram uma correlação entre os ciclos de forte investimento e o retorno esportivo em títulos no curto prazo. Na temporada 2017/2018, a de maior gasto financeiro com reforços, o clube venceu a Premier League e a Carabao Cup. Por outro lado, na 2018/2019, a de menor investimento sob a gestão de Guardiola, com € 78,59 milhões gastos, o time levantou quatro troféus, a Premier League, a Copa da Inglaterra, a Copa da Liga Inglesa e a Supercopa da Inglaterra.
Vale destacar, porém, que nas duas temporadas anteriores, o clube investiu mais de € 530 milhões em contratações, indicando que as conquistas de 2018/2019 também são reflexo dos investimentos feitos nos anos anteriores.
Além disso, a temporada 2022/2023 foi a mais vencedora de Guardiola como técnico do Manchester City. Nela, o clube, que já vinha investindo mais de € 130 milhões em reforços nos três anos anteriores, ainda aportou cerca de € 155 milhões em contratações.
Com isso, o time conquistou seis títulos. A Premier League, a Copa da Inglaterra, a Copa da Liga Inglesa, a Supercopa da Inglaterra, a Champions League, o Mundial de Clubes e a Supercopa da Uefa.
