EXCLUSIVO: Bitso adota "MorumBitso", mas não negocia naming rights do estádio do São Paulo

A plataforma de criptomoedas Bitso decidiu abraçar a expressão “MorumBitso”, criada pela torcida são-paulina em janeiro, quando a empresa anunciou que seria patrocinadora do clube por três anos. À época, os detalhes sobre o acordo, que inclui a propriedade das mangas da camisa, foram veiculados com exclusividade pela Máquina do Esporte.

É possível ver o “apelido” logo na entrada do camarote da Bitso no Morumbi. Com capacidade para 40 pessoas, o espaço recebeu alguns convidados na partida desta quarta-feira (25), diante do Ayacucho, pela última rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana. No entanto, apesar do nome estampado na parede, a empresa garantiu que, ao menos por enquanto, não há nenhuma negociação em andamento com relação aos naming rights do estádio.

“Hoje, estamos muito satisfeitos com o camarote e também com o setor rights [a marca possui o nome do setor azul do estádio, com capacidade para 18 mil torcedores] no Morumbi. Nosso objetivo é colocar ainda muita comunicação da Bitso no setor e fazer com que lá todos os serviços passem a aceitar criptomoedas como forma de pagamento. Queremos tornar o Morumbi ainda mais incrível e teremos muitas surpresas em breve, mas não há negociação pelos naming rights do estádio”, afirmou Antônio Mota, head de marketing da Bitso no Brasil, em entrevista à Máquina do Esporte.

Nesta quarta-feira (25), entre os convidados do camarote esteve Fábio Brum, primeiro torcedor do país a comprar um ingresso com uma criptomoeda, que ainda ganhou de presente um NFT do clube e da marca, representando justamente o bilhete em questão. O Morumbi é o primeiro estádio brasileiro a aceitar esse tipo de pagamento.

Fábio Brum foi o primeiro torcedor do país a comprar um ingresso com criptomoeda
Divulgação / Bitso

 

A possibilidade da compra de ingressos com criptomoedas sempre foi um dos principais objetivos da empresa ao fechar acordo com o São Paulo. A marca enxerga o futebol como um meio de propagar o universo cripto, tanto que ainda patrocina o Cartola, fantasy game do Grupo Globo, cuja Liga Bitso dará um prêmio de R$ 200 mil para serem usados em criptoativos ao final do Campeonato Brasileiro.

Além disso, a empresa ainda faz aporte à equipe de e-Sports Los Grandes, pois também quer estar cada vez mais próxima do ecossistema gamer, outro que, na concepção da Bitso, tem uma relação estreita com o universo cripto.

“Queremos cada vez mais passar informação de qualidade e democratizar o conhecimento sobre as criptomoedas. Mostrar que as pessoas podem confiar e se sentir seguras ao fazer um pagamento com uma criptomoeda, que é capaz de gerar liberdade e inclusão financeira a quem se dispõe a utilizar. Sem contar que nosso app é muito simples de entender, o que facilita ainda mais para quem ainda não conhece bem o universo cripto”, destacou Mota.

Vale lembrar, no entanto, que, neste primeiro momento, a opção de compra de ingressos com criptomoedas é exclusiva dos sócios-torcedores cadastrados e que já tenham recebido a carteirinha de membro do programa. A expectativa é que, em breve, o serviço seja ampliado aos demais torcedores.

Morumbi é o primeiro estádio brasileiro a aceitar pagamento de ingresso com criptomoedas
Divulgação / Bitso

 

Nos próximos meses, a Bitso também pretende estreitar ainda mais a relação com a torcida do São Paulo, elogiada pela empresa pelo alto engajamento nas redes sociais. Entre as ações prometidas estão vídeos em que atletas do clube conhecerão mais a fundo e com mais intimidade o universo cripto, em uma tentativa de aproximar marca, fãs e ídolos.

Com foco no futebol e nos e-Sports, a empresa não tem, no momento, a intenção de ampliar a estratégia de patrocínio para outras modalidades esportivas no Brasil.

“A Bitso sempre quis se aproximar do público que é fã de esporte no Brasil. Nossa ideia é promover o desenvolvimento do esporte no país, e estamos fazendo isso com o São Paulo, o Cartola e o Los Grandes. Estamos muito felizes com cada um destes três patrocínios e trabalhando para ativá-los cada vez mais”, finalizou Antônio Mota.