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Futebol / Marketing

EXCLUSIVO: Santos mira arrecadar mais em 2022 com camisa, NFT e loja oficial

Clube pretende lançar pacote popular e premium para sócio-torcedor

Adalberto Leister Filho - São Paulo (SP) Publicado em 12/01/2022, às 14h07 - Atualizado às 18h07

Santos pretende usar Ricardo Goular para alavancar venda de produtos do clube - Reprodução / Instagram @santosfc
Santos pretende usar Ricardo Goular para alavancar venda de produtos do clube - Reprodução / Instagram @santosfc

O Santos planeja explorar alguns filões em 2022 para conquistar uma arrecadação maior na temporada. Os principais são com os produtos de NFT (tokens não-fungíveis), venda de espaços na camisa e exploração maior de suas lojas oficiais, tanto física como online.

“Temos alguns produtos de NFT e fan token já lançados e a ideia é que o Ricardo Goulart possa ajudar essas vendas”, afirmou Rafael Soares, diretor executivo de marketing do Santos, em entrevista à Máquina do Esporte.

O clube já conta com três produtos do setor no mercado. Em parceria com a Mercado Bitcoin,  lançou em outubro o Token da Vila. Nesse produto, o torcedor adquire o token e pode ganhar remuneração baseado no mecanismo de solidariedade da FIFA. Caso 12 atletas formados na Vila Belmiro sejam negociados, o dono do fan token terá direito a parte da negociação.

Os jogadores que fazem parte desse token são Alan Patrick (Shakhtar Donetsk), Alex Sandro (Juventus), Caio Henrique (Monaco), Emerson Palmieri (Lyon), Gabigol (Flamengo), Gustavo Henrique (Flamengo), Jean Lucas (Monaco), Kaio Jorge (Juventus), Lucas Veríssimo (Benfica), Neymar (Paris Saint-Germain), Rodrygo (Real Madrid) e Yuri Alberto (Internacional).

Foram disponibilizados 600 mil tokens com previsão de arrecadação de R$ 30 milhões. “É como se fosse o investimento. Caso esse atleta seja negociado, o torcedor terá direito a uma porcentagem dentro do mecanismo de solidariedade da FIFA”, conta Soares.

Outros dois produtos são em parceria com a Binance: o fan token e o NFT (token não-fungível) do clube. A Binance, inclusive, entrou como patrocinadora de camisa, ocupando espaço na barra frontal.

“Não só com o licenciamento do token, mas com o patrocínio de camisa, a Binance entrou com US$ 10 milhões como garantia mínima de pagamento”, explica o diretor santista.

Outra meta é aumentar o faturamento com as propriedades da camisa. Por ora, Kodilar, Kicaldo e Philco renovaram com o clube. A barra das costas é o único espaço disponível. Segundo o executivo, já há empresas interessadas.

“Possivelmente o Santos vá estrear no Campeonato Paulista com o uniforme totalmente preenchido”, afirmou Soares, referindo-se ao jogo contra a Inter, em Limeira, no dia 26.

O patrocínio máster até março está com a Sumup (máquina de pagamento para cartões de crédito e débito). Mas já há propostas melhores nas mãos da diretoria. A empresa tem a prerrogativa de renovação, mas pode abrir mão, se não igualar a melhor proposta recebida pelo clube.  Com tudo isso, Soares espera superar o patamar obtido no ano passado.

“Todos os contratos foram renovados, com reajuste de preço e aumento substancial. A camisa neste ano vai ser mais lucrativa do que em 2021, que conseguiu R$ 50 milhões. Ainda não está tudo assinado, mas possivelmente vamos superar essa barreira”, espera o dirigente.

Se a camisa está praticamente toda ocupada, é na venda delas que o Santos também pretende arrecadar mais. A equipe santista hoje conta com apenas uma loja oficial, na Vila Belmiro. A ideia é abrir uma loja conceito em São Paulo, com uma parceira, no primeiro semestre deste ano. No segundo semestre, o clube pretende abrir pelo menos mais dois pontos de venda em shoppings da Baixada Santista.

O clube também pretende lançar uma loja truck, itinerante, que faça ações em locais estratégicos, como no porto de Santos, durante a temporada de cruzeiros.

No e-commerce, o clube recuperou os direitos de sua loja oficial que estavam com o Magazine Luiza. Haverá mudança na condução do negócio online.

“Um parceiro irá comandar a loja, mas vamos alinhá-la ao marketing do Santos. Hoje, a Magalu realiza suas próprias promoções. Queremos que a loja oficial esteja alinhada às promoções que o clube fizer”, conta Soares.

Por fim, o programa de sócio-torcedor ganhará mais dois pacotes: um popular e outro premium. O popular, no valor de R$ 10, é voltado para o torcedor que não mora em Santos e não frequenta estádio, com entregas que não envolveriam venda de ingresso.

Já o premium seria o pacote mais caro. Ele envolveria entrada garantida na área VIP da Vila Belmiro em dias de jogos. No local, haverá open bar e open food, com consumo de bebidas alcoólicas antes das partidas. Esse associado também levará as três camisas oficiais que o clube irá lançar, entre outros benefícios.

“O sócio premium também ganhará outros produtos oficiais ao longo do ano. É um pacote com número limitado de unidades por causa do tamanho da área VIP”, conta o executivo.