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Futebol / Gestão

Federação dos EUA assina compromisso por igualdade de gênero no futebol

Após vitória na Justiça, jogadoras garantiram direito de receber os mesmos valores do masculino

Redação - São Paulo (SP) Publicado em 22/02/2022, às 17h34 - Atualizado às 17h36

Alex Morgan (à dir.) foi uma das jogadoras que lutaram pela igualdade salarial entre homens e mulheres no futebol dos EUA - Reprodução / Instagram (@alexmorgan13)
Alex Morgan (à dir.) foi uma das jogadoras que lutaram pela igualdade salarial entre homens e mulheres no futebol dos EUA - Reprodução / Instagram (@alexmorgan13)

Algumas das principais jogadoras americanas de futebol, como Megan Rapinoe e Alex Morgan, chegaram a um acordo de US$ 24 milhões com a Federação de Futebol dos EUA (US Soccer) após uma ação judicial que reclamava da desigualdade salarial entre homens e mulheres.

O compromisso histórico foi anunciado nesta terça-feira (22), anos depois que um grupo de cinco jogadoras da seleção feminina dos EUA apresentou uma queixa à Comissão de Oportunidades Iguais de Emprego sobre desigualdade de pagamento e tratamento.

“Chegar até aqui não foi fácil. As jogadoras da seleção feminina dos EUA alcançaram um sucesso sem precedentes enquanto trabalhavam para alcançar a igualdade salarial para si e para os futuros atletas”, afirmaram as jogadoras da seleção em comunicado oficial.

Segundo os termos do acordo, a US Soccer pagará a homens e mulheres um bônus igual no futuro em todos os amistosos e torneios, incluindo a Copa do Mundo.

“Para nós, essa é uma grande vitória ao garantir que não apenas corrigimos os erros do passado, mas preparamos a próxima geração para algo com que apenas sonhamos. Estamos realmente no meio de um incrível ponto de virada no esporte feminino”, festejou Rapinoe, em entrevista à NBC.

A reclamação havia sido apresentada em 2016 por Morgan, Rapinoe, Becky Sauerbrunn, Hope Solo e Carli Lloyd. Em março de 2019, 28 jogadoras da seleção americana entraram com a ação, criticando anos de desigualdade de gênero em relação a pagamentos e condições de trabalho.

“Hoje, reconhecemos o legado das antigas líderes da seleção feminina dos EUA que ajudaram a tornar este dia possível, bem como todas as mulheres e meninas que se seguiram. Juntas, dedicamos este momento a elas. Estamos ansiosas para continuar trabalhando juntas para o crescimento do futebol feminino e para promover oportunidades para meninas e mulheres nos Estados Unidos e em todo o mundo”, afirmaram as atletas, no mesmo comunicado.

O processo atraiu a atenção dos torcedores e levou a gritos de “Pagamento igual!” dentro do estádio, em Paris, quando a seleção feminina dos EUA venceu a Copa do Mundo em 2019.

Atualmente, a disparidade salarial entre homens e mulheres é gritante. A FIFA concedeu US$ 400 milhões em prêmios em dinheiro para as 32 equipes na Copa do Mundo masculina de 2018 e US$ 38 milhões para a França, que ficou com o título.

Como comparação, a entidade que comanda o futebol distribuiu US$ 30 milhões para as 24 equipes na Copa do Mundo feminina de 2019. Os EUA, bicampeões mundiais ao vencerem o torneio, receberam apenas US$ 4 milhões.

Maior potência da modalidade, a seleção feminina dos EUA conquistou quatro títulos da Copa do Mundo desde a primeira edição do torneio, em 1991. Já o time masculino tem como melhor posição o terceiro lugar no Mundial de 1930, o primeiro da história.