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Grupo City amplia capital com injeção de £ 60 milhões após alta de receita

Controlador de Manchester City e Girona emitiu novas ações para fortalecer o patrimônio, enquanto reduz prejuízos operacionais

Jogadores do Manchester City comemoram gol marcado em partida da Premier League - Divulgação / Mancheter City

O Grupo City, controlador do Manchester City, do Girona e de outros doze clubes ao redor do mundo, reforçou a estrutura financeira com uma injeção de capital de £ 60 milhões de libras.

A operação foi realizada por meio da emissão de 6,8 milhões de novas ações, com valor unitário fixado em £ 8,80. A transação foi finalizada em outubro passado, mas tornada pública apenas recentemente. 

Com o movimento, o patrimônio da holding foi fortalecido, elevando o capital social total para £ 659 milhões de libras. O montante está dividido entre 488,4 milhões de ações ordinárias e 170,6 milhões de ações da Classe A, ambas com valor nominal de uma libra.

Finanças

Na temporada 2023-2024, o Grupo City registrou uma receita recorde de £ 1,172 bilhão de libras, um crescimento de 14% em comparação ao exercício anterior, segundo dados das contas anuais analisados pela Intelligence 2P, unidade de inteligência de mercado e estratégia da 2Playbook.

Apesar do faturamento bilionário, o grupo ainda opera no vermelho, embora tenha conseguido reduzir suas perdas em 18% no último ano, fechando com um prejuízo de £ 91,9 milhões de libras. O resultado negativo é atribuído majoritariamente aos investimentos nas equipes satélites mantidas ao redor do mundo.

Por outro lado, os principais ativos esportivos da empresa, Manchester City e Girona, apresentaram lucratividade. O atual campeão da Premier League foi responsável por 73% de toda a receita gerada pelo conglomerado.

Impulsionadores

A estratégia do Grupo City segue apoiada na expansão de duas frentes operacionais: vendas comerciais e negociação de atletas.

A holding mantém um modelo de sinergia entre marcas e seus clubes, exemplificado pelos contratos globais com a Puma e a Etihad Airways, além da parceria com a Nissan, que patrocina o Manchester City, o Girona e é proprietária do Yokohama Marinos, clube japonês em que a companhia possui participação minoritária.

Esse modelo permitiu que a receita comercial atingisse £ 452 milhões de libras na temporada 2023-2024, um aumento de 8% e um novo recorde para a empresa. O segmento representou 48% do faturamento total da holding, superando as receitas de direitos de transmissão, com o Manchester City sozinho arrecadando mais de € 300 milhões anuais por meio de patrocínios e merchandising.

O mercado de transferências consolidou-se como a segunda principal fonte de receita. O lucro obtido com a venda de jogadores formados na base e a movimentação do portfólio de atletas entre os clubes gerou ganhos de capital de £ 211,2 milhões de libras, um salto de 58% em relação ao ano anterior.

Nos últimos três anos, essa linha de receita somou £ 417 milhões, com o Manchester City novamente liderando a contribuição com £ 139 milhões.