Hugo e Mariano Jinkis, pai e filho argentinos que controlavam a agência de marketing esportivo Full Play, admitiram terem pagado milhões em subornos para garantir direitos de transmissão de torneios de futebol. O acordo foi firmado com promotores dos Estados Unidos e permitirá que ambos evitem a prisão.
Segundo os promotores, os Jinkis reconheceram o pagamento de “dezenas de milhões de dólares em subornos comerciais” a autoridades sul-americanas em troca de direitos de transmissão televisiva e patrocínio da Copa América, entre outros torneios.
Os termos completos do acordo não foram divulgados, mas devem ser liberados mediante pagamento de fiança.
Histórico
A Full Play deteve os direitos de mídia e marketing das edições da Copa América entre 2015 e 2023, em parceria com a Torneos.
Hugo e Mariano Jinkis foram acusados em 2015 pelo Departamento de Justiça dos EUA no escândalo conhecido como Fifagate, mas permaneceram foragidos na Argentina até firmarem um acordo de delação premiada.
Os dois eram procurados por conspiração para cometer crimes de extorsão, fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.
Eles chegaram a se entregar à polícia argentina em 2015, mas o processo se arrastou por anos. Diferente de outros dirigentes envolvidos no caso, os Jinkis devem evitar a prisão.
O escândalo Fifagate abalou a Fifa em 2015, com acusações contra executivos e empresas em todo o mundo. Mais recentemente, a condenação do ex-executivo da Fox, Hernan López, por aceitar subornos da Full Play, foi anulada por um tribunal em Nova York.
