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Futebol / Vai ou não vai?

Libra é criada com apenas oito clubes e terá novo debate na próxima semana

Apenas seis clubes da Série A e dois da Série B assinaram com a Codajas Sports Kapital (CSK)

Redação - São Paulo (SP) Publicado em 03/05/2022, às 16h58 - Atualizado às 17h20

Leila Pereira, presidente do Palmeiras, assinou documento com a CSK e aderiu à criação da Libra - Reprodução / Twitter (@leilapereiralp)
Leila Pereira, presidente do Palmeiras, assinou documento com a CSK e aderiu à criação da Libra - Reprodução / Twitter (@leilapereiralp)

Como antecipado pela Máquina do Esporte, uma reunião em São Paulo, na manhã desta terça-feira (3), oficializou a criação da Libra, empresa que será responsável, em tese, pela organização da Liga de Clubes brasileiros.

No entanto, apenas seis clubes da Série A do Brasileirão assinaram o acordo com a Codajas Sports Kapital (CSK), grupo liderado pelo advogado Flavio Zveiter e que tem o banco BTG como captador de investidores para a liga: os cinco paulistas (Corinthians, Palmeiras, Red Bull Bragantino, Santos e São Paulo) e o Flamengo. O Cruzeiro e a Ponte Preta, que atualmente disputam a Série B, também assinaram.

A definição dos outros 14 times envolvidos (os dez que fazem parte do movimento Forte Futebol mais Atlético-MG, Botafogo, Fluminense e Internacional) e ainda de 18 dos 20 clubes que disputam a Série B (as únicas exceções são Cruzeiro e Ponte Preta) ficou para a semana que vem, mais especificamente para quinta-feira (12), data em que ocorrerá uma reunião na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro. Até lá, todos pretendem estudar o estatuto da Libra para determinar qual atitude será tomada por cada um.

A Máquina do Esporte apurou que a forma como aconteceu a reunião desta terça-feira (3) não foi bem digerida pelos não assinantes. Eles querem mudar o modelo de divisão de receitas, o que, segundo eles, abriria caminho para o negócio aumentar. No caso do Athletico-PR, também há uma forte oposição à presença da Codajas e, em especial, de Flavio Zveiter.

“Para os nossos 14 clubes, não consideramos [que a liga está criada]. Fomos surpreendidos com a pauta da reunião. A intenção seria uma conversa entre os clubes para ajustar. Aí vieram com os estatutos prontos, que os seis assinariam, e quem quisesse assinar também, que ficasse à vontade. Eu nem estudei o estatuto”, afirmou Mário Celso Petraglia, presidente do Athletico-PR.

“Fizemos uma reunião logo após o encontro [da Libra] para estudar os estatutos, ver até que ponto eles são vinculantes aos princípios que ali estavam e se não haverá espaço para ser modificado”, completou o dirigente, em entrevista exclusiva à Máquina do Esporte.

Já do lado dos seis que assinaram com a Codajas há otimismo quanto ao rumo que a Libra tomará a partir da reunião na semana que vem.

“A constituição da liga foi realizada hoje. Não tem como se olhar para trás, só para frente. Alguns clubes não se sentiram à vontade para assinar hoje, mas acredito que até a quinta-feira que vem tudo estará resolvido”, disse Leila Pereira, presidente do Palmeiras.

“Os 40 clubes são a favor da criação da liga. A maioria não assinou por motivos burocráticos, como a necessidade de se conseguir a aprovação nos seus conselhos antes e coisas do tipo. Agora, é só acertar as arestas e dia 12, com certeza, será uma grande festa na CBF”, reiterou Andrés Rueda, presidente do Santos.