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Futebol / É treta!

Placas de publicidade no Brasileirão viram caso de Justiça

Sport Promotion conseguiu liminar e colocou patrocinadores no jogo do Fluminense, mas Atlético-GO atuou com anunciantes da Brax

Erich Beting - São Paulo (SP) Publicado em 09/04/2022, às 19h07 - Atualizado às 19h09

Jogo entre Fluminense e Santos, que abriu o Campeonato Brasileiro, teve as placas de publicidade da Sport Promotion - Reprodução / Premiere
Jogo entre Fluminense e Santos, que abriu o Campeonato Brasileiro, teve as placas de publicidade da Sport Promotion - Reprodução / Premiere

A exploração comercial de placas de publicidade ao redor do campo do Campeonato Brasileiro da Série A virou caso de Justiça. Na noite da última quinta-feira (7), a agência Sport Promotion conseguiu uma liminar na 40ª Vara Civil da Justiça do Rio de Janeiro que impediria que os 11 clubes com os quais a empresa tinha contrato rompessem o acordo apenas com o pagamento da multa rescisória estipulada pelo documento.

Na decisão favorável à agência, a juíza entendeu que os 11 clubes (América-MG, Atlético-GO, Atlético-MG, Avaí, Ceará, Coritiba, Cuiabá, Fortaleza, Fluminense, Goiás e Juventude) não podem apenas pagar a multa estipulada em contrato para assinar com a Brax um novo acordo para a exploração das placas de publicidade do Brasileirão.

A Máquina do Esporte teve acesso ao despacho realizado pela Justiça. Nele, a juíza argumenta que a Sport Promotion honrou todos os compromissos com os clubes, mesmo com os abalos comerciais sofridos no período da pandemia, que atrasou o início do Campeonato Brasileiro de 2020 em três meses e fez com que a agência precisasse recorrer a empréstimos para não deixar de pagar os clubes.

“Ainda que a espécie reclamasse incidência de cláusula penal pela rescisão imotivada, fato é que a pandemia, de longe, superou tudo que se poderia esperar de incidente ao curso da execução do contrato. De modo que decerto a multa prevista estará muito distante de indenizar os prejuízos assumidos pela demandante”, diz o texto assinado pela juíza.

Sendo assim, no entendimento dela, o pagamento da multa rescisória de R$ 1 milhão, mesmo estando estipulada em contrato e tendo sido efetuada pelos clubes na última semana de março, não é suficiente para determinar o fim do acordo.

Isso gerou a primeira “batalha” entre as empresas na rodada de abertura do Brasileirão. A partida entre Fluminense e Santos, que abriu o campeonato neste sábado (9), contou com os anunciantes da Sport Promotion (foto acima). Já o duelo entre Atlético-GO e Flamengo teve os patrocinadores da Brax na publicidade estática.

Na primeira rodada, além dessas duas partidas, outros cinco jogos ainda podem ter as placas da Brax ao redor do gramado, todos disputados no domingo (10): Coritiba x Goiás, Atlético-MG x Internacional, Fortaleza x Cuiabá, Avaí x América-MG e Juventude x Red Bull Bragantino.

Atlético-GO x Flamengo teve placas de publicidade da Brax ao redor do gramado
Reprodução / Premiere 

Segundo apurou a reportagem da Máquina do Esporte, o Fluminense não deve, a princípio, ir para uma briga judicial para derrubar a liminar e assinar com o novo parceiro. Já os demais clubes seguem com o objetivo de manter o acordo com a Brax, que ofereceu o triplo do que a Sport Promotion pagava a eles, além de se comprometer a criar um fundo para investir na criação da Liga de Clubes e, ainda, pagar o mesmo valor a cada clube que assinar com ela.

Por trás da briga entre as duas agências está um negócio que, atualmente, envolve mais de 20 empresas. A Sport Promotion tem 14 contratos de anunciantes do Brasileirão: Vonder, SportingBet, Rei do Pitaco, Sil, Sicoob, TekBond, Gol, OdontoCompany, Ogochi, Tigre, Penalty, Uniasselvi, Havan e Bitso.

Já a Brax estreou no Brasileirão com oito patrocinadores: Wam Group, Cobrecom, Rei do Pitaco, Stam, Vonder e as marcas de apostas Betnacional, Betano e PixBet.

Neste domingo (10), novos capítulos da briga das agências que vendem publicidade ao redor do gramado devem entrar em campo.