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Premier League deve injetar £ 33 bilhões na economia do Reino Unido em três temporadas

Números são de uma projeção da consultoria EY, que prevê 107 mil empregos gerados pela principal competição de futebol da Inglaterra

Arsenal é o atual campeão da Premier League - Reprodução / Instagram (@arsenal)

⚡ Máquina Fast
  • Premier League deve injetar £33 bilhões na economia do Reino Unido até 2027/2028, gerando mais de 107 mil empregos.
  • Clubs fora de Londres contribuíram com £5,9 bilhões em valor adicionado bruto na temporada 2023/2024, destacando o impacto regional.
  • Transmissões internacionais rendem £1,8 bilhão e atraem 1,1 milhão de turistas estrangeiros para jogos da Premier League.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

Competição nacional de clubes mais rica e badalada do planeta, a Premier League deve injetar £ 33 bilhões na economia do Reino Unido, em um período de três temporadas até 2027/2028.

Os dados são de um relatório da consultoria EY, que projeta £14,8 bilhões anuais em arrecadação tributária, além de 107.000 empregos gerados pela liga inglesa.

O estudo estima ainda que mais de £ 7,3 bilhões do montante relativo a tributos venha dos salários de jogadores e comissários.

De acordo com o relatório da EY, a contribuição da Premier League para com a economia do Reino Unido aumentou em 14 vezes, desde 1998/1999.

Na temporada 2023/2024, a competição gerou £ 9,8 bilhões em Valor Adicionado Bruto (GVA, em inglês) e £ 4,4 bilhões em arrecadação tributária, além de haver resultado em 104.500 empregos.

Jogadores e funcionários dos clubes da liga proporcionaram £ 2,1 bilhões da contribuição fiscal por meio do imposto de renda e da seguridade social.

A projeção da EY é de que esses números seguirão crescendo, com o GVA anual alcançando £ 10,8 bilhões em 2025/2026 (lembrando que os resultados financeiros da última temporada ainda não foram divulgados), £11 bilhões na período seguinte e £ 11,3 bilhões em 2027/2028, quando a Premier League deverá criar 107.600 empregos e arrecadar £ 5,1 bilhões em impostos.

O relatório demonstra também que o impacto econômico da Premier League não se restringe à região metropolitana de Londres, coração financeiro do país.

Segundo o estudo, clubes de fora da capital britânica geraram £ 5,9 bilhões em GVA, em 2023/2024. O noroeste inglês, onde estão sediados Manchester United, Manchester City e Liverpool, respondeu por £ 3,1 bilhões desse total, com 31.700 empregos criados, incluindo £1,6 bilhão e 13.700 vagas de trabalho na Grande Manchester.

Alcance internacional

O alcance internacional é um dos fatores que ajudam a turbinar as receitas da Premier League. Em 2024/2025, as exportações das transmissões da liga renderam £ 1,8 bilhão, o que supera a soma de tudo o que foi vendido em audiovisual pelos 20 maiores distribuidores de mídia do Reino Unido.

Hoje, o campeonato é exibido para 189 países, alcançando um público de 1,9 bilhão de espectadores.

Mas o faturamento não se restringe à venda dos direitos internacionais de transmissão. O estudo a EY calcula que 1,1 milhão de visitantes internacionais foram ao Reino Unido para acompanhar ao vivo os jogos da Premier League em 2023/2024, gastando £ 903 milhões durante suas viagens.

Isso sem contar 2,4 milhões de deslocamentos de turistas domésticos, o que resultou em 3,5 milhões de viagens feitas para assistir a partidas ao longo da temporada.

A EY indica que os times da Premier League registraram um recorde de público de 15,9 milhões em 2025/2026, com uma ocupação média acima de 98% por quatro temporadas consecutivas.

Vale lembrar que a capacidade média dos estádios da Premier League aumentou 55% desde a primeira temporada da competição em 1992/1993.

“Ao longo de mais de três décadas, a Premier League cresceu de uma competição doméstica de futebol para uma das exportações globais de maior sucesso do Reino Unido. Assistido por plateias ao redor do mundo e seguido por mais de um bilhão de torcedores, sua influência e contribuições positivas vão muito além do campo”, disse Peter Arnold, economista chefe da EY no Reino Unido.