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São Paulo: Polícia Civil mira aliados de Julio Casares em investigação de venda ilegal de camarote no Morumbis

Operação cumpriu mandados de busca e apreensão contra os diretores afastados Douglas Schwartzmann e Mara Casares

Vista do estádio do Morumbis, casa do São Paulo - Reprodução / Instagram (@saopaulofc)

Vista do Estádio do Morumbis, casa do São Paulo - Reprodução / Instagram (@saopaulofc)

As denúncias de comercialização ilegal de um camarote para shows no Estádio do Morumbis, questão que serviu de base para o impeachment de Julio Casares, aprovado na última sexta-feira (16), continua a movimentar os bastidores do São Paulo.

Na manhã desta quarta-feira (21), a Polícia Civil de São Paulo cumpriu mandados de busca e apreensão contra suspeitos de participar do suposto esquema, incluindo aliados do dirigente. A lista conta com os diretores afastados Douglas Schwartzmann e Mara Casares, ex-esposa de Julio Casares. As informações são do portal GE.

A investigação também tem como alvo uma mulher identificada como Rita Adriana, que teria participado do esquema.

As suspeitas envolvendo a comercialização do camarote no Morumbis vieram a público no fim de 2025, após o vazamento de um áudio em que Schwartzmann, supostamente, teria dito à interlocutora a frase “você ganhou dinheiro, eu ganhei, todo mundo ganhou”.

O episódio ajudou a acelerar o derretimento político de Julio Casares, que ficou ainda mais isolado depois que a Polícia Civil e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) passaram a investigar saques em dinheiro feitos na conta do São Paulo, que somavam R$ 11 milhões, além de depósitos em espécie na conta pessoal do então presidente, que totalizaram R$ 1,5 milhão.

O pedido de impeachment, apresentado no fim do ano passado por 57 conselheiros da oposição, teve como base a questão do camarote do Morumbis.

Julio Casares foi afastado da presidência do Tricolor Paulista por 188 votos a 45. O clube tem até o dia 15 de fevereiro para realizar uma Assembleia Geral, na qual os sócios decidirão se cassam ou não o mandato do dirigente.

Nesse caso, a perda definitiva do mandato dependeria de maioria simples para ser aprovada. Atualmente, a presidência do São Paulo é exercida pelo empresário Harry Massis Junior, que era vice-presidente de Casares.

Procurado, o clube afirmou que “é vítima neste caso e vai contribuir com as autoridades na investigação”.