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Futebol / Campeonato Brasileiro

Sem acordo dos clubes, reunião da Libra na CBF é cancelada

Times esperam avançar em entendimento na divisão de receitas antes de marcar novo encontro

Adalberto Leister Filho e Erich Beting - São Paulo (SP) Publicado em 11/05/2022, às 15h50 - Atualizado às 15h54

Flamengo é um dos líderes da Libra, enquanto o Botafogo ainda não aderiu a nenhum grupo - Paula Reis / Flamengo
Flamengo é um dos líderes da Libra, enquanto o Botafogo ainda não aderiu a nenhum grupo - Paula Reis / Flamengo

Com a divisão entre os clubes que já aderiram à Libra e os times que reivindicam uma divisão de receitas mais igualitária no Brasileirão, a reunião na Confederação Brasileira de Futebol (CBF), marcada para esta quinta-feira (12) para selar a adesão dos clubes à Libra, foi cancelada.

Segundo a Máquina do Esporte apurou, os dirigentes esperam agora avançar na negociação pelos termos do estatuto da Libra antes de marcar um novo encontro. Por ora, a Libra (liga brasileira de futebol) conta com a adesão de seis times da Série A(Corinthians, Flamengo, Palmeiras, Red Bull Bragantino, Santos e São Paulo) e três da Série B (Cruzeiro, Ponte Preta e Vasco, o último a aderir à liga, na última segunda-feira (9)).

Já o grupo que começou com o Forte Futebol, que tinha participação de dez equipes da elite do Brasileirão, costurou uma aliança com alguns times da Série B e hoje conta com 23 apoiadores. Estão nesse grupo hoje 11 clubes da Série A (América-MG, Athletico-PR, Atlético-GO, Avaí, Ceará, Coritiba, Cuiabá, Fortaleza, Fluminense, Goiás e Juventude) e 12 equipes da Série B (Brusque, Chapecoense, CRB, Criciúma, CSA, Londrina, Náutico, Operário-PR, Sampaio Corrêa, Sport, Tombense e Vila Nova).

Há ainda oito clubes independentes, que não aderiram nem à Libra nem ao grupo que pede mudanças no estatuto: Atlético-MG, Bahia, Botafogo, Grêmio, Guarani, Internacional, Ituano e Novorizontino.

Receitas da Libra

O coletivo dos 23 clubes fora da Libra divulgou um manifesto na última segunda-feira (9), no qual reivindica maior igualdade na distribuição de receitas geradas pela futura liga. O grupo defende que as receitas obtidas pela Libra, seja com venda de direitos de transmissão ou patrocínios, sejam divididas em 50% de maneira igualitária, 25% por desempenho no campeonato e 25% pelo que chamam de comercial, “com parâmetros objetivos e mensuráveis”.

Outra proposta é que o clube que receba maior fatia desse bolo tenha direito a no máximo 3,5 vezes mais verba do que o time que ganhar menos. Essa divisão é semelhante à da LaLiga, da Espanha. A ideia é que haja um período de transição. Nas temporadas seguintes, se buscaria atingir o modelo ideal, apontado como o da Premier League, da Inglaterra (1,6 vez). Na proposta dos clubes, porém, não se estabelece um prazo para que esse limite seja atingido.

Para atrair as equipes da Série B, o grupo também defende que 20% da arrecadação da Libra seja destinada aos clubes da segunda divisão. Pela proposta do estatuto, esse montante seria de 15%.

Os 23 times marcaram uma reunião para a próxima segunda-feira (16), no Rio de Janeiro, para discutir sua posição em bloco. Por conta disso, já haviam divulgado que não iriam comparecer ao encontro na CBF. Sem esses clubes, tornou-se inútil qualquer discussão nesta quinta-feira (12).