O Sport fechou um acordo com a Neoenergia para a transição do fornecimento elétrico do clube para o mercado livre, utilizando matriz 100% renovável. A iniciativa abrange as dependências da sede administrativa, o Centro de Treinamento José de Andrade Médicis e o estádio da Ilha do Retiro.
A projeção da gestão rubro-negra é reduzir os custos com eletricidade em até 31%, o que representaria uma diminuição de gastos na ordem de R$ 5,5 milhões ao longo dos próximos oito anos.
“A migração para o mercado livre com a Neoenergia é um passo fundamental para a eficiência do Sport. Essa previsibilidade nos permite focar o investimento no que é mais necessário”, disse Danilo Vieira, gerente comercial do Sport.
O montante de energia contratado para o período é de 152 gigawatts-hora (GWh). O contrato estabelece que o abastecimento das três unidades será feito com energia atestada pelo selo global I-REC, que confirma a origem renovável do recurso.
Com essa transição energética, a estimativa é que a equipe pernambucana evite a emissão de 7 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2), um impacto ambiental equivalente ao plantio de 43 mil árvores.
“A entrada de entidades esportivas no mercado livre dará previsibilidade nos gastos com energia e tornará a gestão dos clubes mais eficiente. A energia 100% renovável contribui para que essas instituições se tornem mais sustentáveis e alcancem suas metas de redução de CO2”, afirmou Rita Knop, diretora comercial da Neoenergia.
Mercado livre
O Sport é o segundo time do Nordeste a aderir ao portfólio da Neoenergia no mercado livre. No ano passado, o Bahia realizou a migração do fornecimento do seu CT, com uma previsão de economia de R$ 2,2 milhões até 2030.
Fora do futebol, a companhia de energia atende o Centro de Treinamento Time Brasil, do Comitê Olímpico do Brasil (COB), com a expectativa de retenção de R$ 4,5 milhões até 2028.
A portabilidade para o mercado livre de energia é viável para clientes do Grupo A, ligados em média e alta tensão, que possuem faturas mensais acima de R$ 5 mil. O modelo permite a negociação direta com as comercializadoras para estruturação de contratos previsíveis a longo prazo, após a realização de estudos de viabilidade baseados no histórico de consumo do cliente.
