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Uefa abre licitação para fornecimento de bolas para Champions League e movimenta mercado

Adidas pode deixar propriedade da qual é dona desde 2001; Nike e Puma demonstram interesse

Edição comemorativa de bola da Adidas foi utilizada nas últimas rodadas da fase de grupos da Champions League 2025/2026 - Divulgação

⚡ Máquina Fast
  • Uefa inicia licitação para escolher fornecedor de bolas das competições masculinas a partir da temporada 2027/2028, podendo substituir Adidas e Decathlon.
  • Estratégia da Uefa visa maximizar receitas, avaliando a venda dos direitos comerciais das três competições em pacote único ou separado.
  • Concorrência no mercado esportivo está acirrada, com Nike e Puma demonstrando interesse em competir contra Adidas pelo fornecimento das bolas.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A Uefa pode trocar a responsável pelo fornecimento de bolas para suas competições masculinas de clubes. A entidade iniciou o processo de licitação por meio da Relevent Football Partners e da UC3, joint venture formada pela entidade e pela Associação Europeia de Clubes (ECA, na sigla em inglês).

A empresa vencedora garantirá os direitos comerciais a partir do início da temporada 2027/2028. O movimento poderá fazer com que a Adidas, fornecedora de bolas para a Champions League desde 2001, perca a propriedade. A informação foi publicada pelo site The Athletic.

Além da marca alemã, a Decathlon, responsável pelas bolas da Europa League e da Conference League com a marca própria Kipsta, também poderá deixar o posto.

Os atuais contratos de fornecimento expirarão no final da temporada 2026/2027. A Adidas tem a intenção de renovar o acordo atual. Contudo, o mercado já apresenta movimentações em estágio inicial, com marcas como Nike e Puma demonstrando interesse em entrar na disputa pelo ativo.

Receitas

A decisão de abrir concorrência está alinhada à estratégia da Uefa de buscar a maximização de suas receitas. Os organizadores da licitação avaliam dois cenários possíveis para o novo ciclo: agrupar as três competições em um pacote único ou comercializá-las separadamente, a depender de qual modelo se provar mais rentável.

No total, os três torneios oferecem uma exposição em 531 partidas por temporada. Apenas na temporada 2024/2025, a Champions League registrou uma audiência global de 1,18 bilhão de pessoas ao redor do mundo.

Dança das cadeiras

A possibilidade de mudança de fornecedor é reforçada pelo histórico recente da UC3 e da Relevent, que já demonstraram interesse em substituir parceiros comerciais da Uefa por propostas financeiras superiores.

Recentemente, a AB Inbev ofereceu cerca de € 200 milhões anuais para substituir a Heineken como cerveja oficial da Champions League e ganhou a propriedade. A marca holandesa patrocinava o torneio desde 1994.

LEIA MAIS: Uefa trocará Heineken por AB Inbev na Champions League a partir de 2027

O novo acordo de cerveja, que também terá início em 2027, representa um aumento de 66% em relação aos valores pagos anteriormente. No mercado de refrigerantes, a Pepsi também precisou dobrar o valor de seu contrato para garantir uma renovação de seis anos e afastar a concorrência.

Disputa

A abertura da licitação pelo fornecimento de bolas das competições masculinas de clubes da Uefa acontece em um momento de grande disputa no mercado global de marcas esportivas.

A Adidas se preocupa em manter a dominância na propriedade, com Champions League, Euro e Copa do Mundo. Enquanto isso, a Puma avança nesse mercado com acordos com Premier League (Inglaterra), LaLiga (Espanha) e Serie A (Itália), entre outros.

A Nike, por sua vez, passa por um momento de recuperação, após sofrer com quedas de vendas, consequência de um equívoco estratégico em mercados relevantes. Ainda assim, segue tendo o futebol como prioridade global e possui, por exemplo, a Série A do Brasileirão em seu portfólio.