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Transição de carreira, gestão de imagem e saúde mental: O novo posicionamento de Bruno Fratus

Ao podcast Maquinistas, medalhista olímpico explorou a busca por identidade após aposentadoria e as dificuldades consequentes desse movimento

Bruno Fratus participa do Maquinistas, podcast da Máquina do Esporte - Reprodução / Maquina do Esporte

⚡ Máquina Fast
  • Bruno Fratus destaca a importância da transição de carreira e do legado financeiro e mental para ex-atletas.
  • Fratus assume postura estratégica negociando sua imagem como embaixador e investidor em modelos de negócios.
  • Ex-nadador alerta para a crise de identidade e saúde mental que afetam atletas após a aposentadoria.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A transição de carreira e a construção de um legado financeiro e mental duradouro têm se tornado uma das pautas urgentes no ecossistema esportivo. Para Bruno Fratus, ex-nadador medalhista olímpico, trata-se de um processo que merece mais atenção de todos os envolvidos neste universo.

Ao Maquinistas, podcast da Máquina do Esporte, o ex-atleta detalhou seu amadurecimento ao gerenciar a própria imagem e explorou a realidade da saúde mental dos atletas aposentados.

Negando a ideia de que o atleta “morre duas vezes”, sendo a primeira delas quando se aposenta, Bruno Fratus exaltou os desafios impostos aos atletas quando deixam o esporte, algo que impacta todos os aspectos de sua vida.

“O atleta não aposenta só a atividade física, ele aposenta uma identidade e uma forma de expressão. No meu caso, desde os 11 anos me olho no espelho e vejo um nadador. E quem é o nadador quando ele não está nadando?”, questionou.

Comercialmente, com os olhos voltados para a vida fora das piscinas e diante dos desafios da aposentadoria, Fratus apontou ter assumido uma postura mais estratégica na hora de negociar a sua imagem com os patrocinadores. O modelo tradicional, em que apenas posava para fotos, deixou de ser atrativo.

“Hoje em dia não me interessa só a campanha, não me interessa só aquela coisa pontual. Tenho ido muito atrás da campanha, lógico, mas sempre procuro a possibilidade da campanha com um papel de embaixador da marca, em que a gente tenha umas palestras institucionais atreladas”, explicou.

Em busca de garantir maior longevidade midiática, Fratus tem mirado modelos em que ele vira “sócio” do negócio, o chamado “Media for equity”, buscando capitalizar seu aprendizado além do esporte.

“Quero começar a participar e a criar equity de fato, a criar uma liquidez mais para o futuro e uma oportunidade de aprender sobre vários outros negócios de investir”, ressaltou.

Saúde mental

Bruno Fratus também exaltou o choque psicológico e o vácuo de identidade que impactam os ex-atletas ao final de suas carreiras. Para o ex-atleta, trata-se de um ponto de atenção para o universo esportivo.

“Legal, você conquistou tudo isso, você é esse animal, esse competidor, esse predador, esse louco. E agora, como é que você vai voltar a ser um ser humano funcional para a sociedade e para quem tá do seu lado?”, indagou o medalhista olímpico, sobre o dilema.

“Existem casos de suicídio com ex-atletas olímpicos e não são casos isolados. São atletas que não conseguem sair e entram na espiral, é um estresse pós-traumático”, acrescentou, em outro momento.

Como um dos “ativistas” da saúde mental dos atletas, Fratus trabalha junto ao Comitê Olímpico Internacional (COI) nesta frente. O ex-nadador defende que os esportistas precisam ter espaço em suas carreiras para falar sobre e lidar com este tipo de problema.

“Uma das causas [de falta de saúde mental] é a falta de espaço para tomada de decisão. Não costumava existir esse tempo e espaço para pensar durante a carreira, mas é algo que com um pouco de trabalho e sorte estamos conseguindo mudar”, exaltou.

O podcast Maquinistas, apresentado por Erich Beting e Gheorge Rodriguez, com a participação de Bruno Fratus, ex-nadador medalhista olímpico, já está disponível no canal da Máquina do Esporte no YouTube: