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DesimpaiN une NWB e paiN em modelo focado na reinvenção de conteúdo e experiência do fã

Projeto parte da sinergia entre as empresas para potencializar o impacto na Kings League Brasil

DesimpaiN unirá Desimpedidos e paiN Gaming na disputa da Kings League Brasil - Divulgação

⚡ Máquina Fast
  • Desimpedidos e paiN Gaming se unem para criar o time DesimpaiN na Kings League Brasil, reforçando gestão compartilhada e inovação em conteúdo digital.
  • O projeto aposta na sinergia entre esporte e entretenimento para engajar fãs e profissionalizar a operação, com equipe e diretoria dedicadas.
  • DesimpaiN mira a conquista da Kings League e aposta na rentabilidade e expansão comercial baseada em parcerias estratégicas e experiência do público.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A chegada do projeto DesimpaiN à Kings League Brasil marca não apenas um novo capítulo de reinvenção de conteúdo para duas gigantes do mundo digital, mas também para a forma como Desimpedidos e paiN Gaming se posicionam como marca.

O movimento representa a fusão de duas organizações pioneiras em seus segmentos que apostarão na gestão compartilhada para aproveitar a liga criada por Gerard Piqué para gerar experiências e conteúdos digitais.

A fundação da nova equipe marca a entrada da paiN na Kings League e um novo momento para o Desimpedidos na liga. Apesar de ter participado do primeiro ano da liga no Brasil, em 2025, o sentimento é de “recomeço”.

“Considero que o nosso começo de verdade na Kings League é agora, que entendemos os nossos pontos fracos, as nossas dores, a liga e as relações formais e políticas que existem lá dentro, como em qualquer ambiente esportivo”, disse André Barros, CEO da NWB, dona do Desimpedidos, em entrevista à Máquina do Esporte.

“Tudo isso culminou nas parcerias que fizemos. Então, não acho que seja uma questão de continuidade, acho que é um recomeço, um começo para duas partes com histórias muito similares”, prosseguiu.

Alinhamento

A aproximação entre as empresas ocorreu de forma inusitada. André Barros foi convidado para assistir a um documentário da equipe de e-Sports e, ao conhecer a história da organização, identificou uma sinergia que chamou atenção.

O canal da NWB deu, no YouTube, os primeiros passos no universo que hoje é chamado de “sportainment”, a união do esporte com o entretenimento. Do outro lado, a organização de e-Sports pavimentou a profissionalização dos esportes eletrônicos no Brasil.

“Entrar em um projeto novo, principalmente para a paiN, exige muito estudo. A gente faz as coisas com muita cautela. Não adianta entrar de qualquer jeito, queremos entrar da forma certa. Quando abrimos conversa com o Desimpedidos, enxergamos muita sinergia de momento de marca, de história e de pioneirismo”, contou Thomas Hamence, CEO da paiN Gaming.

Esse alinhamento cultural ditou a escolha de Renato Garcia como presidente do time e balizou até mesmo o recrutamento do elenco. A performance esportiva, embora vital, precisou ser cruzada com o potencial de engajamento.

“Ele seria o presidente perfeito para colocar a cara e ser a representação dos dois mundos. Estamos muito felizes com a adição do Renato”, comentou Thomas Hamence.

“O cara pode ser um craque de bola, mas, se ele não tiver um alinhamento de cultura, para a gente não vai ser tão legal, não vai performar, não vai entender o nosso propósito, nem ajudar a desenvolver a marca”, acrescentou André Barros, sobre a escolha dos atletas.

Ecossistema

A construção do DesimpaiN aposta em um ecossistema em que cada parte aplica o que conhece melhor. O Desimpedidos traz consigo o conhecimento sobre o engajamento com o fã de futebol, enquanto a paiN agrega o relacionamento com torcedores e operações do ambiente competitivo profissional.

Do ponto de vista corporativo, a equipe funcionará como uma unidade de negócios separada. Terá, portanto, demonstrativo de resultados próprios e diretores de futebol e de operações exclusivos. O objetivo é fazer da união dessas forças um diferencial para a disputa da Kings League.

Mais do que isso, André Barros entende que o DesimpaiN terá um papel importante para o desenvolvimento da Kings League como liga, principalmente por conta da experiência do Desimpedidos com a junção entre entretenimento e futebol.

“Tem uma experiência do que acontece no nosso universo que a gente já passou: interação com atletas, dirigentes, direitos de imagem, transmissão e patrocinadores, e essa forma de se relacionar com o público a partir do esporte”, apontou o CEO da NWB.

“Minha preocupação nas reuniões com o time global é fazer com que eles entendam que, aqui no Brasil, não estão lidando só com criadores de conteúdo, mas com empresas altamente rentáveis que faturam suas dezenas ou centenas de milhões de reais por ano. Isso faz diferença nas conversas comerciais”, completou.

Público

A participação na Kings League também servirá como uma ferramenta de reposicionamento de marca para Desimpedidos e paiN Gaming, ainda que os objetivos de cada um sejam diferentes nesse sentido.

“O Desimpedidos, em determinado momento, parou de se reinventar, começou a se levar muito a sério e parou de acompanhar essa revolução do mercado com o conteúdo que produzia. Com a nossa volta, o papel é meio que esse resgate às raízes”, pontuou Barros.

A estratégia visa a capturar o consumidor que se posiciona entre o entretenimento digital e o futebol tradicional. A Kings League seria uma espécie de “ponto de equilíbrio”.

“As pessoas não são monodimensionais. O cara de e-Sports pode achar o futebol chato, e o cara de futebol achar os e-Sports muita bagunça. Acharam um meio do caminho”, analisou o executivo.

No entendimento do CEO, o diferencial competitivo da liga se resume a uma palavra: experiência. Uma das intenções é entregar o pertencimento que o futebol tradicional já não consegue ofertar.

“Não é simples você estar em um ambiente a cinco metros do Neymar, do Kaká, do Ronaldo. Esse ‘sex appeal’ é algo que o futebol empresta para o universo de e-Sports como experiência”, brincou.

Comercial

Anunciado recentemente, o projeto ainda não conta com acordos comerciais divulgados. Ainda assim, as parcerias obtidas no primeiro ano, enquanto a equipe foi apenas do Desimpedidos, demonstram o potencial de rentabilidade da liga.

“No ano passado, apesar de entrarmos em cima da hora, conseguimos fazer um trabalho positivo. Tivemos quatro patrocinadores: Centauro, Superbet, Oral-B e Mondelez. Ficamos a 95% da nossa meta do ano só no primeiro semestre, o que mostra que é um produto extremamente rentável”, exaltou Barros.

“Seguramos todas as renovações porque queríamos abrir ao mercado sobre esses passos que estávamos dando com a paiN e o Renato. Agora que tudo foi anunciado, voltamos a sentar com eles. Deve ter alguns anúncios bacanas nas próximas semanas”, projetou.

Desempenho

Além de ser uma máquina de visibilidade e engajamento, a Kings League também é uma competição. Nesse sentido, o objetivo do DesimpaiN é claro: ser campeão.

“Montamos uma estrutura de atendimento para essa galera, com o aporte de conhecimento da paiN, para que eles possam pensar só em jogar bola e performar. A meta agora é dobrar a meta”, concluiu André Barros.