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Estudo da Decathlon revela que 93% dos brasileiros gostariam de ter rotina esportiva ativa

Ainda assim, levantamento realizado em parceria com a Consumoteca aponta que apenas 44% praticam atividades físicas

Decathlon reuniu jornalistas e executivos para lançamento de estudo sobre mercado brasileiro de prática esportiva - Divulgação

⚡ Máquina Fast
  • Pesquisa da Decathlon revela que 93% dos brasileiros querem praticar esportes, mas menos da metade mantém uma rotina ativa.
  • Principais barreiras para a prática esportiva no Brasil são falta de motivação, restrição de tempo e despesas financeiras.
  • Mulheres enfrentam desafios adicionais como segurança e assédio, enquanto modalidades de maior interesse têm acesso limitado.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

O Brasil apresenta um descompasso significativo em relação à prática de atividades físicas. Uma pesquisa recente conduzida pela Decathlon, em parceria com a Consumoteca, aponta que embora a grande maioria da população expresse o desejo de se exercitar, menos da metade consegue manter uma rotina ativa.

O levantamento combinou a análise de menções em redes sociais com entrevistas quantitativas abrangendo diversas regiões e faixas etárias para mapear o comportamento esportivo e as barreiras de entrada no país.

“No ano em que a Decathlon celebra 50 anos no mundo e 25 anos de atuação no Brasil, o estudo é um convite à ação coletiva, reunindo marcas, comunidades e sociedade para ampliar o acesso e romper as barreiras que ainda limitam a prática esportiva no país”, disse Liana Kerikian, diretora de comunicação e marketing da Decathlon.

Os dados indicam que 93% dos brasileiros têm intenção de praticar esportes, com 70% da população planejando iniciar alguma atividade no curto prazo, além de um histórico de prática anterior para a maioria dos entrevistados.

Contudo, o exercício físico ainda carece de integração estrutural no cotidiano nacional. A consistência na prática varia entre os recortes demográficos, com os millennials, por exemplo, apresentando uma taxa de atividade ligeiramente superior à da Geração Z.

“O brasileiro não tem um problema com o esporte. Tem um problema com as condições para praticar. Existe desejo, mas ainda faltam caminhos possíveis para transformar isso em rotina”, disse Michel Alcoforado, antropólogo e sócio-fundador da Consumoteca.

Barreiras

A transição entre a vontade e a constância esbarra em obstáculos cotidianos. A pesquisa indicou que 45% apontam ausência de motivação, enquanto restrição de tempo (39%) e as despesas financeiras (31%) completam os principais entraves relatados pelo público.

“O desafio hoje não é convencer as pessoas a se exercitarem, mas tornar essa prática possível dentro da realidade delas. Nosso papel é reduzir barreiras e ajudar cada vez mais brasileiros a encontrarem uma forma de se movimentar que faça sentido para suas vidas”, exaltou a diretora de comunicação e marketing da Decathlon.

O contexto feminino adiciona camadas de complexidade a essas barreiras. Além do impacto financeiro e da gestão do tempo, as mulheres lidam com obstáculos voltados à segurança, à responsabilidade com os filhos e ao histórico de experiências negativas: 16% relatam já ter sofrido assédio ou discriminação.

Já entre os homens, o desafio concentra-se majoritariamente na motivação e na organização da rotina.

Conexão

Paralelamente aos desafios de adesão, a percepção sobre a atividade física tem se transformado, afastando-se do foco exclusivo na estética e no desempenho físico. Metade dos entrevistados associa o movimento do corpo à redução da ansiedade e à melhoria da autoestima, enquanto 72% aponta relações com a construção da própria identidade.

O ambiente esportivo também consolida sua relevância como um espaço de socialização. A formação de novas amizades, a melhora no foco e a sensação de pertencimento a grupos impulsionam a prática, com a maioria indicando preferência por conhecer novas pessoas em espaços esportivos em vez de utilizar aplicativos de relacionamento digital.

Modalidades

Existe uma lacuna clara entre as modalidades que os brasileiros praticam e aquelas que realmente gostariam de experimentar. Atividades de menor custo e menor exigência técnica, como caminhada e musculação, dominam a rotina atual.

Por outro lado, modalidades como natação, artes marciais, pilates e esportes de areia concentram altas taxas de interesse, mas têm acesso limitado pela falta de infraestrutura e viabilidade financeira.

O levantamento também indica que o nível de renda molda diretamente as escolhas esportivas, com classes mais altas mantendo um foco maior em performance.

Na base da formação desse comportamento, as distinções de gênero construídas desde a infância exercem influência direta na relação com o esporte. O futebol atua como um forte elemento de socialização primária para os meninos, fenômeno que não encontra equivalente estrutural na iniciação esportiva das meninas, impactando a manutenção do hábito ao longo da vida.

O estudo completo, que se aprofunda sobre diveros outros detalhes do mercado brasileiro da prática esportiva, está disponível gratuitamente através do site da Decathlon.