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Liberty Media capta US$ 600 milhões com títulos de dívida para alongar prazos

Dona de F1 e MotoGP realizou operação em que os credores poderão transformar o empréstimo em ações para quitar uma dívida em formato semelhante que venceria em 2027

Carros da McLaren lideram Grande Prêmio da Hungria de Fórmula 1 de 2026 - Divulgação / F1

⚡ Máquina Fast
  • Liberty Media capta US$ 600 milhões com oferta privada de títulos para reorganizar finanças e alongar dívidas.
  • Credores podem converter dívida em ações da Fórmula 1 a preço com prêmio de 35% sobre valor atual.
  • Recursos da operação serão usados para capital de giro e quitação de dívida com vencimento em 2027.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A Liberty Media anunciou uma nova captação de recursos no mercado financeiro no valor de US$ 600 milhões. A operação foi realizada por meio de uma oferta privada de títulos de dívida e tem como objetivo principal reorganizar as finanças da companhia, dona de Fórmula 1 e MotoGP, ganhando fôlego ao substituir débitos com vencimento próximo por novos compromissos de longo prazo.

Na prática, a movimentação significa que a empresa está pegando um empréstimo com grandes investidores institucionais. Em troca, a Liberty Media pagará juros fixos de 2,375% ao ano até agosto de 2032.

Neste tipo de operação, os credores terão a opção de transformar essa dívida em ações da companhia ligadas à Fórmula 1 no futuro, em vez de apenas receberem o dinheiro de volta na data do vencimento.

O preço fixado para essa possível conversão futura foi estabelecido na casa dos US$ 138 por ação. Esse valor representa um prêmio de 35% acima do preço em que os papéis da empresa estavam sendo negociados na bolsa de valores no início desta semana.

A precificação demonstra uma expectativa de valorização contínua dos ativos da Fórmula 1 ao longo dos próximos anos. A transação tem previsão de ser concluída no dia 13 de agosto, com os primeiros pagamentos de juros agendados para fevereiro de 2027.

O montante líquido arrecadado, estimado em US$ 591 milhões após o desconto das taxas e comissões da operação, já possui um destino claro. A Liberty Media utilizará o dinheiro como capital de giro e, sobretudo, para quitar uma dívida de formato semelhante que venceria em 2027.

Ainda existe a possibilidade da captação aumentar em US$ 90 milhões, caso os compradores exerçam uma opção de compra adicional prevista no contrato. Junto com a emissão da nova dívida, a empresa também realizou manobras de proteção financeira no mercado.

A operação também inclui algumas travas de preço, adquiridas pela Liberty Media para evitar a diluição excessiva de suas ações ou um gasto imprevisto de caixa caso os investidores decidam converter seus títulos de 2027.