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Esportes ao vivo impulsionam crescimento de Netflix para 325 milhões de assinantes

Transmissões da NFL e de lutas de boxe ajudaram a aumentar base de usuários e receita da plataforma

Minnesota Vikings derrotou o Detroit Lions na rodada de Natal - Reprodução / Instagram (@vikings)

A Netflix atribuiu o crescimento de assinaturas no quarto trimestre de 2025 aos eventos esportivos ao vivo. A empresa ultrapassou a marca de 325 milhões de assinantes globais, com destaque para a transmissão da NFL no dia de Natal, que atraiu 430 mil novos usuários nos Estados Unidos, segundo a Ampere Analysis.

A receita da companhia no quarto trimestre cresceu 18% em relação ao ano anterior, alcançando US$ 12,05 bilhões. O lucro líquido subiu 29%, chegando a US$ 2,42 bilhões.

Projeções

Para 2025, a Netflix projetou receita de US$ 45,2 bilhões e lucro líquido de US$ 11 bilhões. A empresa afirmou ter atingido ou superado todas as metas financeiras do período.

O faturamento publicitário também avançou, ultrapassando US$ 1,5 bilhão em 2025, mais que o dobro do ano anterior. No segundo semestre, as horas de visualização aumentaram 2%, impulsionadas por um crescimento de 9% em produções originais de marcas.

Esporte

A transmissão da luta entre Jake Paul e Anthony Joshua, em dezembro, alcançou 33 milhões de espectadores em todo o mundo. Já o jogo Detroit Lions x Minnesota Vikings registrou audiência média de 27,5 milhões, estabelecendo um recorde de streaming da NFL antes de ser superado pela Amazon Prime Video.

A Netflix prevê receita de US$ 12,16 bilhões no primeiro trimestre de 2026, o que representaria crescimento anual de 15%, e lucro líquido de US$ 3,26 bilhões. A empresa também transmitirá o Clássico Mundial de Beisebol (WBC) de 2026 no Japão, sua primeira grande parceria esportiva fora da América do Norte.

WBD

Em paralelo, a Netflix revisou sua oferta pela Warner Bros Discovery (WBD), transformando-a em uma transação totalmente em dinheiro, avaliada em US$ 27,75 por ação. O acordo, de US$ 82,7 bilhões, será votado pelos acionistas até abril.

“O conselho da WBD continua a apoiar e a recomendar unanimemente a nossa transação, e estamos confiantes de que ela trará o melhor resultado para os acionistas, consumidores, criadores e toda a comunidade do entretenimento”, afirma Ted Sarandos, co-CEO da Netflix.

“Nosso acordo revisado, totalmente em dinheiro, permitirá um cronograma mais rápido para a votação dos acionistas e proporcionará maior segurança financeira a US$ 27,75 por ação em dinheiro, mais o valor da separação planejada da Discovery Global”, acrescenta o executivo.

A Paramount apresentou uma oferta de US$ 108,4 bilhões para adquirir a WBD, mas o conselho da empresa recomendou que os acionistas rejeitassem a proposta, considerando-a inadequada.