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Kwai foca em conteúdo complementar para cobertura da Copa do Mundo de 2026

Sem os direitos de transmissão, plataforma de vídeos curtos decidiu direcionar a estratégia para a experiência do torcedor durante o torneio

Kwai anuncia a não transmissão oficial da Copa do Mundo 2026 - Divulgação

Kwai anunciou a "não transmissão oficial" da Copa do Mundo de 2026 - Divulgação

⚡ Máquina Fast
  • Kwai lança projeto de cobertura complementar para a Copa do Mundo de 2026 focado em conteúdos além das transmissões oficiais.
  • Plataforma investe alto e disponibiliza infraestrutura com estúdios e residências para criadores de conteúdo nos Estados Unidos.
  • Mais de 20 criadores e celebridades participam, promovendo interação e diversidade de narrativas para engajar os torcedores.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

O Kwai anunciou o projeto “Kwai, a não transmissão oficial: Futebol além dos 90 minutos” para a Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México. Como a plataforma de vídeos curtos não é patrocinadora da competição nem de seleções nacionais, o modelo de cobertura será focado em conteúdos complementares ao que é exibido nos veículos tradicionais.

A estratégia, desenvolvida em conjunto com a agência YouDare, é baseada no comportamento do público que utiliza o ambiente digital como segunda tela enquanto acompanha as transmissões esportivas.

Pesquisa

Uma pesquisa interna, realizada pela Kwai for Business com mais de 12 mil usuários, revelou que 8 em cada 10 entrevistados possuem interesse médio ou alto no torneio, e 63% dos torcedores utilizam o aplicativo como rede social principal para consumir conteúdos sobre futebol.

Para centralizar os materiais, tabelas de jogos e transmissões ao vivo, a empresa lançará uma aba fixa em sua página inicial.

“O futebol já é, por natureza, uma experiência de troca. Está nas conversas, nas discussões e na forma como cada torcedor interpreta o jogo. Nossa proposta é ampliar esse espaço dentro da plataforma, conectando conteúdos, criadores e formatos que refletem essa dinâmica e fazem com que o conteúdo ganhe vida nas mãos das pessoas”, contou Claudine Bayma, diretora-geral do Kwai Brasil.

Orçamento

O orçamento para as ativações na Copa do Mundo de 2026 supera até mesmo o que foi gasto pela marca na Copa do Mundo do Catar 2022, quando a empresa era parceira da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e da seleção brasileira.

“Números a gente não abre, mas vou te dizer que é um investimento maior do que a gente fez há quatro anos, em termos de estrutura, de ‘squad’, de projetos”, comentou a executiva, em entrevista à Máquina do Esporte.

“É um investimento bem substancial. Acho que, diferente do que fizemos em 2022, que concentrou tudo na seleção [brasileira], agora concentramos no torcedor”, complementou Claudine.

Estrutura

A infraestrutura logística do projeto nos Estados Unidos contará com pontos físicos de apoio para a captação de materiais. A plataforma disponibilizará duas unidades da Casa Kwai, localizadas em Nova York e em Miami, para hospedar cerca de dez criadores de conteúdo responsáveis por registrar a rotina das cidades-sede, impressões sobre os jogos e entrevistas com o público local.

Alguns profissionais também utilizarão motorhomes para viajar por diferentes regiões do território norte-americano.

Além das residências, a empresa montará a Arena Kwai em um rooftop na Times Square, em Manhattan, em Nova York. O espaço físico será envelopado com a identidade visual da marca e servirá como estúdio para a gravação de programas de entrevistas, memes e a realização de “watch parties” para convidados assistirem às partidas. A Arena Kwai conta com o patrocínio da Superbet, que realizará ativações de marca somente nos eventos presenciais.

Todo o material gravado no estúdio e distribuído no aplicativo não terá inserção de marcas parceiras para evitar conflito com patrocinadores individuais de atletas e personalidades convidadas. E há mais um motivo.

“A gente não queria a interferência de marca na experiência do usuário. Queremos um conteúdo mais limpo para ter menos interrupção possível”, destacou Claudine.

Criadores

A decisão de focar na cobertura de bastidores e interações também decorre dos direitos de imagem protegidos pela Fifa.

“Não pode ser compartilhada, em nenhuma plataforma, a não ser as que adquiriram os direitos de imagem de transmissão de Copa. Por isso que queremos ser essa experiência complementar”, explicou a executiva.

Para a composição do projeto, o Kwai escalou um grupo com mais de 20 criadores de conteúdo focados nas verticais de esporte e entretenimento.

O ex-jogador e apresentador Neto atuará como embaixador, produzindo análises semanais e filtros com seus jargões. O grupo principal nos Estados Unidos terá Tutti Batista, Yara Fantoni, Carter Batista (do perfil Esse Dia Foi Louco) e Pietro Delgado (do perfil Curiosidades da Bola).

Em parceria com o Canal Missão Sports, também foram selecionados influenciadores como Vitu Alves, Iman Ali Dib, Crysthian Lopes, Andrey Lopes, Flávia Bandoni, Bii Goes, OxenteClécio e JP Sampaio para atuar nas cidades-sede e em capitais brasileiras. Para as redes sociais externas, Patixa Teló, Gustavo Rocha e Tulla Luana produzirão materiais de humor.

Programação

A grade de transmissões inclui o talk show “Resenha em jogo”, apresentado por João Kléber em um estúdio no Brasil e pelo ex-zagueiro Edmílson, pentacampeão do mundo em 2002, diretamente dos Estados Unidos. Lá, o ex-jogador entrevistará convidados como Danilo Gentili, Kaká, Vampeta e Cafu.

Os bastidores da seleção brasileira serão acompanhados pelo Canal Wamo, que fará transmissões sem imagens dos jogos e promoverá debates ao vivo conduzidos por Fernando Fernandes, Alfinete e o ex-jogador Souza.

O formato de mininovelas verticais do TeleKwai também fará parte das ações, com uma série de ficção ligada ao futebol produzida por Vitu Alves.

Seleção

A seleção de nomes para o projeto foi muito além de trazer influenciadores digitais com milhões de seguidores, mas pensar o produto que o Kwai queria formatar ao público.

“Tem aquele que aborda o esporte com opinião, tem o que faz resenha, tem o conteúdo de humor. Então, era mais sobre o editorial e a diversidade de linguagem, e menos sobre tamanho de base ou engajamento”, explicou Claudine.

A executiva acredita que as redes sociais, como o Kwai, amplificaram vozes para falar sobre diversos temas, como a Copa do Mundo.

“Durante muito tempo, o esporte foi uma experiência linear, em que poucos transmitiam. Hoje, o jogo continua sendo a base de tudo, mas o torcedor não apenas acompanha, ele comenta, cria e participa ativamente dessa conversa”, analisou.

“No Kwai, queremos abrir espaço para amplificar essas diferentes narrativas e transformar o consumo do futebol em uma experiência mais participativa e conectada à comunidade”, concluiu a diretora-geral do Kwai Brasil.