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YouTube: O que esperar da plataforma nos esportes em 2026 nas palavras do próprio CEO

Com cerca de 10 milhões de assinantes, YouTube se posiciona como distribuidor e agora também como competidor pelas próximas negociações da mídia esportiva

Norte-americano Neal Mohan é o atual CEO do YouTube - Philip Pacheco / Bloomberg

⚡ Máquina Fast
  • YouTube se posiciona como epicentro da cultura e economia criativa em 2026, destacando a importância dos criadores como as novas estrelas do entretenimento.
  • A plataforma expande formatos e direitos esportivos, oferecendo transmissões ao vivo, conteúdos premium e acordos com ligas como NFL, MLB e eventos globais.
  • YouTube TV lança novos pacotes esportivos com ESPN, NBC Sports e NFL Network, consolidando-se como distribuidor e competidor na mídia esportiva dos EUA.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

No final de janeiro, Neal Mohan, CEO do YouTube, publicou uma carta aberta sobre o que projeta para a empresa neste ano. Para ele, o YouTube entra em 2026 como epicentro da cultura e da economia criativa, apostando na convergência entre tecnologia, criadores e novos modelos de negócio. Ao defender que “os criadores são as novas estrelas”, ele indicou uma transformação estrutural no entretenimento, o que tem muito a ver com o esporte, segmento em que atletas, comentaristas independentes e criadores de conteúdo passaram a disputar atenção e relevância com as emissoras tradicionais.

O executivo também destacou que o YouTube já é a “nova TV”, liderando tempo de visualização em streaming nos EUA e expandindo formatos (longos, shorts, lives e multiview). Vale lembrar que, no esporte, a empresa tem um acordo multibilionário com a NFL relacionado ao NFL Sunday Ticket, exibição global de jogos da MLB e transmissão da Copa do Mundo, além da extensão de vários canais de televisão fechados (e abertos) no Brasil, por exemplo, que mostram que o YouTube deixou de ser apenas um lugar para ver os melhores momentos e se tornou, em alguns casos, a própria casa dos direitos premium.

Ao falar sobre impulsionar a “creator economy” e oferecer múltiplos modelos de monetização, Neal Mohan sugere um ambiente em que marcas, ligas e atletas podem integrar partidas ao vivo, melhores momentos automatizados e análises em tempo real. Isso se conecta ao “sports marketing playbook”, do Google, que une criadores esportivos, inventário premium (NFL, NBA, MLB) e dados de audiência granular, ampliando as possibilidades de ativação para patrocinadores.

Por fim, ao anunciar os novos pacotes esportivos do YouTube TV, com ESPN, NBC Sports, NFL Network e integração com o NFL RedZone, o YouTube parece consolidar a plataforma como uma operadora relevante de TV esportiva nos EUA. Com cerca de 10 milhões de assinantes e interesse declarado em ampliar direitos da NFL, o YouTube se posiciona como distribuidor e agora também como competidor pelas próximas negociações da mídia esportiva.

O conteúdo desta publicação foi retirado da newsletter semanal Engrenagem da Máquina, da Máquina do Esporte, feita para profissionais do mercado, marcas e agências. Para receber mais análises deste tipo, além de casos do mercado, indicações de eventos, empregos e mais, inscreva-se gratuitamente por meio deste link. A Engrenagem conta com uma nova edição todas as quintas-feiras, às 9h09.