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Motor / Fórmula 1

Audiência da temporada 2021 da Fórmula 1 bate 1,55 bilhão de pessoas

Categoria atraiu 4% a mais de telespectadores no acumulado do campeonato em relação a 2020

Redação - São Paulo (SP) Publicado em 17/02/2022, às 12h14 - Atualizado às 12h18

Max Verstappen foi campeão do Mundial de Pilotos da F1 ao superar Lewis Hamilton na última etapa - Reprodução / Instagram (@maxverstappen1)
Max Verstappen foi campeão do Mundial de Pilotos da F1 ao superar Lewis Hamilton na última etapa - Reprodução / Instagram (@maxverstappen1)

A Fórmula 1 atraiu 1,55 bilhão de telespectadores durante toda a temporada 2021. O montante, divulgado nesta quinta-feira (17) pela categoria, equivale a um crescimento de 4% em relação a 2020.

O campeão de audiência foi o GP de Abu Dhabi, que fechou a temporada. A corrida foi assistida por 108,7 milhões de pessoas. Houve um crescimento de 29% em relação à etapa dos Emirados Árabes Unidos do ano anterior, em parte explicada pelo fato de que Max Verstappen e Lewis Hamilton ainda disputavam o título na corrida de 2021.

“A temporada de 2021 foi algo muito especial. Tivemos uma batalha pelo título que foi até a última corrida, com muita emoção durante todo o campeonato”, festejou Stefano Domenicali, presidente e CEO da Fórmula 1.

A principal categoria do automobilismo mundial também teve alguns bons públicos ao longo do ano, considerando-se o contexto de pandemia. A abertura da temporada, no Bahrein, foi assistida por 84,5 mil pessoas no autódromo. Já as etapas que tiveram a corrida sprint (corrida curta, valendo pontos, disputada no sábado) também conquistaram boa audiência: São Paulo (82,1 mil), Monza (80,4 mil) e Silverstone (79,5 mil).

Houve um aumento significativo da audiência acumulada em vários grandes mercados. A Holanda se destacou neste quesito, com crescimento de 81%, impulsionado pelo título de Max Verstappen. Também houve aumento nos Estados Unidos (58%), França (48%), Itália (40%) e Reino Unido (39%).

Os espectadores únicos (indivíduos que assistiram a apenas uma etapa ao longo do ano) foram 445 milhões (aumento de 3% sobre o ano anterior). O maior mercado nesse item em números absolutos foi a China, com 70,8 milhões de espectadores únicos em 2021, com crescimento de 13% em relação a 2020. Também houve ganhos importantes em termos percentuais na Espanha (272%), Rússia (129%) e Estados Unidos (53%).

A audiência média de cada etapa foi de 70,3 milhões de pessoas. Em mercados em que os direitos de transmissão foram mantidos em 2020 e 2021, a audiência média chegou a 60,3 milhões, o que representa um aumento de 13% sobre o ano anterior. É o patamar mais alto desde 2013.

Essa comparação não inclui Brasil e Alemanha, onde houve mudança nos detentores dos direitos de transmissão. Na avaliação da F1, no Brasil, com a Band, a categoria contou com uma cobertura mais aprofundada em 2021, ficando mais horas presente na TV do que em 2020, quando esses direitos pertenciam ao Grupo Globo. Na Alemanha, a audiência da Sky em 2021 teve crescimento de 55% em relação a 2020.

Nas redes sociais, a F1 também conseguiu bons números. A categoria conta, atualmente, com 49,1 milhões de seguidores somando-se todas as plataformas, e conquistou um maior engajamento em suas postagens.

Em 2021, o número de seguidores nas mídias digitais (Facebook, Twitter, Instagram, YouTube, TikTok, Snapchat, Twitch e plataformas sociais chinesas) aumentou 40%. As visualizações de vídeos aumentaram 50%, chegando a 7 bilhões, e o engajamento total cresceu 74%, atingindo 1,5 bilhão.

“Vimos alguns números muito fortes na transmissão e em nossas plataformas digitais, mostrando mais uma vez o impulso, a emoção e o interesse em torno da Fórmula 1”, comemorou Domenicali.

Além disso, o total de visualizações de vídeo no F1.com, no aplicativo F1 e nas mídias sociais aumentou 44% em relação a 2020, chegando a 7,04 bilhões. Os usuários únicos aumentaram 63%, chegando a 113 milhões, e as visualizações de página aumentaram 23%, com montante de 1,6 bilhão.

Na China, a F1 teve forte crescimento digital nas plataformas Weibo, WeChat, Toutiao e Douyin. Houve aumento de 39% no número de seguidores, batendo a marca de 2,7 milhões de pessoas.

Nas corridas, a categoria recebeu 2,69 milhões de fãs no retorno aos eventos presenciais. Em 2020, os GPs foram disputados sem público por causa da pandemia. Já em 2021, apesar da reabertura, muitas provas tiveram capacidade limitada e algumas não puderam receber torcedores por causa de medidas sanitárias para conter a proliferação da Covid-19.

“Começamos a receber de volta os torcedores, que são o coração e a alma do nosso esporte. E, embora estivéssemos limitados em nossas capacidades devido à Covid-19, foi fantástico ver 2,6 milhões de fãs nas arquibancadas ao redor do mundo”, comentou o presidente e CEO da categoria.

Como comparativo, em 2019, em um contexto ainda sem pandemia, a F1 atraiu 4,16 milhões de fãs aos autódromos, o que dá a entender que a categoria poderá voltar a números próximos a esse quando a pandemia chegar ao fim.

Três GPs tiveram mais de 300 mil torcedores somando-se todo o fim de semana: Estados Unidos (400 mil), México (371 mil) e Grã-Bretanha (356 mil). Todas essas corridas tiveram mais público do que em 2019, na última vez em que haviam recebido a capacidade total de público.

Um total de 11 etapas atraiu mais de 100 mil pessoas considerando-se todos os dias de evento. Além de EUA, México e Grã-Bretanha, foram as corridas da Bélgica (213 mil), Holanda (195 mil), Turquia (190 mil), Brasil (181 mil), Abu Dhabi (153 mil), Arábia Saudita (143 mil), Áustria (132 mil) e Hungria (130 mil).

“Estamos ansiosos para esta temporada, com recorde de 23 corridas, novos carros, regulamentos e um novo desafio para todas as equipes e pilotos. Sei que todos os nossos fãs mal podem esperar para começar a temporada”, afirmou Domenicali.