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Agência Mundial Antidoping investiga exames suspeitos do atletismo

Entidade nomeou comissão para investigar 150 testes com parâmetros sanguíneos alterados que podem indicar doping

Adalberto Leister Filho - São Paulo (SP) Publicado em 18/12/2014, às 08h23 - Atualizado às 10h23

Imagem Agência Mundial Antidoping investiga exames suspeitos do atletismo

Dick Pound, que integra comissão da Wada

A Wada (Agência Mundial Antidoping) resolveu investigar o suposto encobrimento de 150 exames do atletismo com parâmetros sanguíneos suspeitos que não teriam sido levados  adiante pela Iaaf (Associação Internacional das Federações de Atletismo). O caso foi denunciado em documentário da TV alemã ARD, que mostrou uso de doping sistemático na Rússia. Segundo informações da emissora, 58 testes positivos teriam sido escondidos.

Para conduzir as investigações da Wada foi nomeado Dick Pound, ex-presidente da entidade e que ficou famoso no mundo do atletismo ao integrar a equipe que defendeu Ben Johnson quando foi flagrado no antidoping nos Jogos de Seul, em 1988. Durante o período em que dirigiu a Wada, Pound foi o presidente que combateu de forma mais contundente os casos de doping, entrando em grandes polêmicas com federações internacionais que faziam vistas grossas ao problema, como a Fifa (futebol) e a UCI (ciclismo).

Richard McLaren, membro da Corte de Arbitragem do Esporte, última instância de julgamento, também integra o grupo.

Entre os casos encobertos estariam ainda 25 do Quênia e quatro do Brasil. “A comissão independente tem a tarefa vital de rever as alegações veiculadas no documentário, assim como todas as outras informações recebidas pela Wada para determinar se houve alguma violação às regras do antidoping”, afirmou Craig Reedie, presidente da Wada.

O escândalo russo já respingou sujeira nos tapetes de Mônaco, sede da Iaaf. Valentin Balakhnichev, presidente da Federação Russa de Atletismo, deixou o cargo de tesoureiro da entidade e membro do Conselho enquanto durarem as investigações. Outro que pediu demissão foi Papa Massata Diack, filho do presidente da Iaaf, Lamine Diack, após denúncia de tráfico de influência feita pelo jornal britânico “The Guardian”.