AL se une para mudar piso de torneios em 2012

Brasileiros, argentinos, chilenos e mexicanos decidiram se unir para conseguir com que, em 2012, a América do Sul entre na rota dos grandes eventos do circuito mundial de tênis. Os organizadores dos torneios de Acapulco, Buenos Aires, Santiago e Costa do Sauípe tentam fazer pressão sobre a ATP, a Associação dos Tenistas Profissionais, para que o giro latino-americano de torneios passe a ser disputado em quadra rápida, em vez do saibro.

A estratégia dos latino-americanos ao propor a mudança do tipo de piso da competição (que tem de ser aprovada pela ATP) é fazer com que os seus torneios passem a atrair a atenção dos principais jogadores do ranking mundial em 2012.

A lógica que permeia a decisão, que tem o aval de todos os torneios da região, é a de que a competição disputada atualmente no saibro deixa de ser esportivamente atrativa para os principais jogadores de simples do circuito.

No calendário das principais competições do ranking masculino, os grandes torneios de início de ano são disputados em piso rápido. No mês de fevereiro, quando geralmente acontecem os torneios do giro latino-americano, os principais atletas do ranking preferem não mudar o tipo de piso para não atrapalhar a preparação. Além do Aberto da Austrália, em janeiro, o Masters 1000 de Indian Wells é realizado em março, assim como o torneio de Miami.

Com o lobby para modificar o tipo de piso, a crença dos organizadores de Sauípe, Santiago, Buenos Aires e Acapulco é a de que será mais fácil convencer os top 10 a participarem de suas competições. Neste ano, nenhum atleta entre os dez mais bem ranqueados aceitou convite, por exemplo, para disputar o torneio na Costa do Sauípe (os valores passam de US$ 100 mil e podem chegar até a US$ 1 milhão para Rafael Nadal e Roger Federer).

Neste ano, o grande trunfo da organização do Brasil Open era a presença dos irmãos Bryan, líderes do ranking de duplas do circuito de tênis mundial. A cinco dias do evento, porém, a dupla cancelou a participação devido a uma lesão no ombro de Bob Bryan. Até então, a aposta dos organizadores era a de que a presença dos líderes de duplas atrairia mais público para o Brasil Open.

* O repórter viaja a convite da Koch Tavares, organizadora do evento