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Análise: Com Ana Moser, os atletas podem chegar ao poder

Adalberto Leister Filho comenta os dilemas e desafios na indicação da ex-jogadora para comandar a Autoridade Pública Olímpica

Adalberto Leister Filho - São Paulo (SP) Publicado em 07/04/2015, às 09h32 - Atualizado às 12h32

Imagem Análise: Com Ana Moser, os atletas podem chegar ao poder

A indicação de Ana Moser para comandar a APO é um alento para a organização da Olimpíada do Rio- 2016. Estrela dentro das quadras e ativista fora delas, a ex-jogadora de vôlei possui experiência de sobra em gestão esportiva para a função.

É fato corrente no meio esportivo a reivindicação dos atletas por maior participação nas decisões políticas do setor. Não foi outra a crítica da ONG Atletas do Brasil, presidida pela própria Ana Moser, quando da indicação de George Hilton ao Ministério do Esporte para satisfazer a composição do governo com os partidos aliados, no caso o PRB.

Ana Moser chegou a declarar que não via projeto esportivo por parte do governo federal e que, em um momento tão importante, a pasta ter sido entregue a um partido sem conhecimento na área.

Pastor da Igreja Universal, Hilton tem procurado o entendimento, mas é um diletante no mundo esportivo. Até agora, procurou atletas e membros do Bom Senso FC para discutir os problemas do setor. Tem conversado com dirigentes de confederações sobre patrocínio estatal para a preparação olímpica.

Teve, porém, participação secundária na edição da Medida Provisória do refinanciamento da dívida dos clubes de futebol. O acordo acabou costurado pelo ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que exigiu contrapartidas das agremiações.

Com Ana Moser, o Rio-2016 teria uma ex-atleta, com grande conhecimento dentro e fora das quadras, para um cargo chave na organização dos Jogos. Resta saber se ela irá aceitar o desafio. Aguardemos.