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Análise: Manutenção dos Estaduais é constrangedor para futebol

Para Duda Lopes, torneios não têm mais justificativas plausíveis

Duda Lopes - São Paulo (SP) Publicado em 22/01/2018, às 12h30

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Afinal, para que servem os Estaduais atualmente? Em uma rápida passada de olho na rodada do fim de semana, há uma conclusão pouco agradável. Hoje, os torneios são inoportunos para a parte técnica e somam pouco a questões comerciais. O que sobra para manter um torneio?

No aspecto técnico, é muito fácil ver o prejuízo. Além do baixo nível dos jogos, os Estaduais atrapalham diretamente a pré-temporada dos times brasileiros. E eles são os principais responsáveis pelo inchaço do calendário nacional, um problema que assombra o futebol brasileiro há anos.

Comercialmente, há pouco o que acrescentar. Especificamente em São Paulo, no mais rentável torneio regional, a televisão rende R$ 15 milhões aos quatro grandes. Considerando os faturamentos de 2016, o valor significa, no máximo, 5% dos que os times ganham. Qual é o sentido de jogar cinco meses por 5%? Caso o time seja campeão paulista, a premiação é de R$ 5 milhões, ou 10% do que uma equipe ganha hoje na Copa do Brasil.

Outra falácia que ecoou ao longo dos anos é do apelo popular, com a festa do interior e a alegria dos clássicos! Infelizmente, no sábado, Fluminense e Botafogo jogaram no Maracanã para 8 mil pessoas. No domingo, o São Caetano inverteu o mando de campo e levou a partida contra o Corinthians ao Pacaembu. E conseguiu um dos piores públicos do time rival na capital paulista nos últimos anos, com 7 mil pagantes.

O problema é que a existência dos Estaduais é pouco discutida. Existe um elefante de cinco meses no calendário que é um fardo técnico e é economicamente prescindível. E poucos estão constrangidos com a situação.