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Após escândalos na Fifa, Emirates e Sony não renovam contrato com entidade

Empresas representam rombo de US$ 500 milhões no orçamento da entidade que comanda o futebol

Adalberto Leister Filho - São Paulo (SP) Publicado em 03/11/2014, às 17h07

Imagem Após escândalos na Fifa, Emirates e Sony não renovam contrato com entidade

Depois de renovar contrato com o McDonald’s, a Fifa sofreu dois duros golpes, com a saída da Sony e da Emirates, que encerram vínculos com a entidade no final do ano.

Essas saídas podem ser um duro golpe nas finanças da entidade. O contrato com a multinacional japonesa rende cerca de US$ 300 milhões à Fifa. Já o acordo com a companhia aérea representa mais US$ 200 milhões.

Apesar do revés, a saída de Emirates e Sony pode não representar um buraco no orçamento da federação que comanda o futebol. A Qatar Airways, companhia aérea do país-sede da Copa do Mundo de 2022, e a Samsung são as favoritas para substituir Emirates e Sony.

Segundo a Fifa, desde 2012 a entidade já sabia que a companhia aérea não iria renovar. A empresa divulgou apenas que o contrato não cumpriu com suas expectativas.

Entre as razões apontadas pela multinacional dos Emirados Árabes estão os escândalos que têm manchado a reputação do futebol. Em junho, Sony, Adidas e Visa deram ultimato à entidade, exigindo que fossem levadas à sério as denúncias de corrupção no processo de escolha do Qatar como sede da Copa do Mundo de 2022. Apesar de admitir danos de imagem, a Adidas decidiu renovar o patrocínio até 2030.

Outra polêmica em torno da Copa do Qatar está relacionada com a intenção do presidente da Fifa, Joseph Blatter, de transferir o Mundial para novembro, para fugir do verão escaldante do país. A proposta foi rejeitada pelas ligas europeias e pelos detentores dos direitos de transmissão. A Associação Europeia de Clubes propôs uma data alternativa, em maio, para tentar minimizar os prejuízos com a interrupção das ligas do continente.

O diretor-executivo da Copa do Mundo do Qatar, Hassan al-Thawadi já deixou claro preferir que seja realizada, pela primeira vez, um Mundial no inverno do Hemisfério Norte. Já o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, afirmou recentemente que as melhores opções serão fazer a Copa entre janeiro e fevereiro ou entre novembro e dezembro.

A comissão, que é liderada pelo presidente da Confederação Asiática de Futebol, o xeque Salman Bin Ebrahim al-Khalifa, irá se reunir novamente no começo de 2015. Uma decisão sobre o assunto deve sair até meados do ano que vem.