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Bahia e Fonte Nova entram em atrito, e clube deixa estádio

Empresa e clube, porém, admitem renegociar acordo de uso da arena da Copa

Duda Lopes - São Paulo (SP) Publicado em 31/03/2015, às 07h44 - Atualizado às 10h44

Imagem Bahia e Fonte Nova entram em atrito, e clube deixa estádio

O Bahia anunciou no início da noite de segunda-feira que não mandará mais jogos na Itaipava Arena Fonte Nova. O presidente do clube, Marcelo Sant’Ana, fez breve declaração à imprensa e determinou a volta ao estádio Pituaçu.

Presidente do Bahia, Marcelo Sant'Ana, veta Fonte Nova

Segundo o dirigente, a atual direção do clube negocia os termos do acordo para uso do estádio durante os quatro meses em que está no comando da equipe. Mas “não recebeu uma única proposta na qual a torcida e o clube fossem valorizados”.

O atual contrato acaba em 7 de abril e, como o Bahia não mandará mais jogos em casa até essa data, a declaração é uma despedida da equipe ao seu estádio mais tradicional. O eleito Pituaçu foi a casa do time enquanto a Fonte Nova esteve em reformas.

Ainda assim, o clube não descartou uma nova negociação. “O Bahia continua disposto a negociar para jogar na Arena Fonte Nova, desde que o consórcio valorize, trate bem e respeite a torcida tricolor”, finalizou Sant’Ana.

À Máquina do Esporte, a Fonte Nova Negócios e Participações (FNP), administradora do estádio, respondeu por uma nota oficial.

A FNP se diz surpresa pela posição do Bahia. Na última sexta-feira (27), ambos se reuniram para outra rodada de negociação. E, após as partes terem exibido suas propostas, ficou acordado que haveria um novo encontro.

Segundo a gestora da Fonte Nova, o “processo natural” de negociação foi respeitado: “O que mais surpreende é que em nenhum momento o clube informou sobre tal posição, optando por fazê-lo pela imprensa”.

Assim como o Bahia, a FNP deixou clara que há a possibilidade de fazer novas negociações. 

Em novembro de 2012, após a Fonte Nova ficar cinco anos interditada, Bahia e FNP fecharam um contrato de dois anos para o time atuar na arena após as obras para a Copa das Confederações.

Pelo acordo, o Bahia tinha 65% da bilheteria nos jogos ou mais, conforme aumento de torcedores presentes. Por ano, haveria garantia mínima de R$ 9 milhões.