Com Bieber, Botafogo quer consolidar Engenhão

Como palco de jogos de futebol, o carioca está cada vez mais acostumado com o Engenhão, arena do Botafogo que também tem recebido partidas de Fluminense e Flamengo desde a interdição do Maracanã. Agora, o público começa a se destacar como palcos de grandes shows. Depois de Paul McCartney, será a vez da apresentação do ídolo adolescente Justin Bieber.

 “Com o Engenhão, o Rio de Janeiro voltou à função de receber grandes eventos musicais”, comemorou o diretor de marketing do Botafogo, Marcelo Guimarães. A ideia do dirigente é transformar a arena no principal palco do Rio de Janeiro para receber megasshows, como já havia acontecido com a apresentação do ex-beatle.

Antes, esse papel era exercido pelo Maracanã, que está em obra para receber a Copa das Confederações e a Copa do Mundo. Outro local que costumava receber grandes shows era a Cidade do Rock, palco dos primeiros Rock In Rio, que se transformou em um complexo esportivo para os Jogos Pan-Americanos de 2007. O Rock In Rio 2011 será em uma estrutura montada na Barra da Tijuca.

O novo Maracanã deverá ser entregue em dezembro de 2012, mas isso não deve esfriar os planos do Botafogo. Na verdade, com Flamengo e Fluminense jogando na arena reformada, a cúpula do clube alvinegro acredita que esse deverá ser o momento de definição do Engenhão como principal palco musical carioca. “Com menos jogos, teremos mais datas para shows. Hoje falta”, confirma Guimarães.

O objetivo de colocar shows na arena tem sido cada vez mais almejado por clubes pelo Brasil. O grande exemplo é o São Paulo com o Morumbi. Shows internacionais como U2 e Shakira rendem cada um cerca R$ 1,2 milhão aos cofres são-paulinos. Em 2010, o estádio gerou R$ 8,4 milhões em aluguel para o clube.

Com os bons números, agremiações diversas já se movimentam para receber eventos semelhantes. Foi o caso do Internacional, que também recebeu Paul McCartney e usou a apresentação para dar benefícios aos seus sócios, algo que o Botafogo também tem feito. Em menor proporção, Portuguesa, com o Canindé, e Sport, com a Ilha do Retiro, também tem se pronunciado a favor de apresentações musicais em seus territórios.

Como palco musical, um dos empecilhos do Engenhão é o mesmo vivido pelo estádio com o futebol: o baixo público, que considera o estádio longe. Para a diretoria do clube, no entanto, isso é um fruto do costume da cidade com o Maracanã, mas a tendência é a ida ao estádio seja cada vez mais natural para o carioca.