Com déficit de R$ 5 mi, Ponte põe elite como solução

"Subir para a Série A é uma necessidade", diz diretor sobre prejuízo

A Ponte Preta divulgou números do orçamento de 2010, aprovado pelo conselho deliberativo, no qual consta prejuízo na ordem de R$ 5,4 milhões. Apesar de os resultados superarem as estimativas, o clube terá de se empenhar em melhorá-los em 2011 e vê na promoção para a primeira divisão a solução.

Por parte das receitas, a equipe de Campinas deve passar ligeiramente a marca dos R$ 19 milhões, enquanto, nas despesas, o ano será encerrado com cerca de R$ 24,4 milhões gastos. Esses números foram publicados no site oficial e correspondem ao período entre janeiro e novembro, mais previsão de dezembro.

Para 2011, também foi aprovado orçamento de R$ 19 milhões, com aproximadamente R$ 13,7 milhões a serem dedicados para o departamento de futebol, que engloba não somente folha salarial de jogadores e comissão técnica, mas todas as despesas com infraestrutura, logística para jogos, entre outros.

A meta é cortar custos em todos os departamentos, exceto futebol. "Nós teremos de economizar mais em tudo o que for possível", revela o diretor de marketing da Ponte Preta, Márcio Volpe, à Máquina do Esporte. "Não podemos comemorar prejuízo, mas o estimado eram R$ 8 milhões, então já é uma vitória".

A solução para o prejuízo, na visão do dirigente, é ascender à elite do Campeonato Brasileiro. A verba arrecadada com bilheterias seria suficiente para cobrir o rombo, uma vez que essa renda, na Série B, é muito inferior à primeira divisão. "Subir para a Série A é uma necessidade", finaliza.