Máquina do Esporte
Facebook Máquina do EsporteTwitter Máquina do EsporteYoutube Máquina do EsporteLinkedin Máquina do Esporte

Falta de retorno com patrocínio teria tirado Emirates da Fifa

Executivo da companhia reclama de pouco reconhecimento de patrocinador do evento por parte de público

Adalberto Leister Filho - São Paulo (SP) Publicado em 08/12/2014, às 08h35 - Atualizado às 10h35

Imagem Falta de retorno com patrocínio teria tirado Emirates da Fifa

A Emirates sinalizou, pela primeira vez, que a saída do rol de patrocinadores da Fifa teria outra razão que não as constantes de denúncias de corrupção na entidade. Segundo Gary Chapman, um dos principais executivos da Emirates, o patrocínio não rendeu o que a companhia aérea esperava.

“Não tenho certeza de que o retorno para os investimentos tenha sido bom, para ser sincero”, admitiu Chapman. “Você não está na camisa de ninguém. Então, não consegue ser reconhecido pelo público. Se perguntar para o público quem são os patrocinadores desses eventos [da Fifa], ficará surpreso sobre quantos realmente sabem”, acrescentou.

Se pudesse conseguir uma associação maior com as principais seleções do mundo e menos com a entidade, envolvida em vários escândalos, a Emirates possivelmente teria mantido o apoio à Fifa. Por isso, para Chapman, “há melhores maneiras de gastar esse dinheiro [do contrato com a Fifa]”.

Na Copa do Mundo do Brasil, a empresa teve que se contentar com cota de ingressos, placas nos estádios, filmes publicitários com Pelé e Cristiano Ronaldo e comissárias de bordo posando com a Taça Fifa, durante a apresentação oficial do troféu.

Para Roger Duthie, diretor de patrocínio global da empresa, a Emirates esperaria um retorno de US$ 6 para cara US$ 1 investido no contrato. Seis para um é um número um tanto exagerado. Na Copa do Mundo da África do Sul, em 2010, a agência de marketing Repucom divulgou que houve um retorno de US$ 4,12 bilhões para US$ 1,072 bilhão investido pelos patrocinadores da Fifa.

Em 2014, os apoiadores da Copa gastaram US$ 1,5 bilhão para colocar seu nome no evento. Só a Emirates desembolsou US$ 100 milhões, de acordo com a consultoria de marketing Brand Finance, para ser uma das seis patrocinadoras máster do torneio. A lista é completada por Sony, Adidas, Coca-Cola, Hyundai/Kia Motors e Visa. As últimas quatro empresas renovaram contrato com a Fifa. Já a Qatar Airways conversa com a entidade, e pode ser a substituta da Emirates.

Outro fator que teria descontentado a empresa dos Emirados Árabes é a força que empresas como Adidas, Coca-Cola e Visa colocaram no marketing da Copa, diminuindo a percepção do público de associar a Emirates com o evento. Fora da Fifa, a Emirates permanece com grande visibilidade no futebol graças a contratos de patrocínio de camisa com clubes de Inglaterra, Espanha, França, Itália, Alemanha e Grécia.