Máquina do Esporte
Facebook Máquina do EsporteTwitter Máquina do EsporteYoutube Máquina do EsporteLinkedin Máquina do Esporte

Final da Europa League vira série de problemas para Uefa

Entidade europeia vê crise com torcedores e patrocinadores com final no Azerbaijão

Duda Lopes - Boston (EUA) Publicado em 29/05/2019, às 07h56 - Atualizado às 10h56

Imagem Final da Europa League vira série de problemas para Uefa

Nesta quarta-feira, Chelsea e Arsenal fazem a final da Liga Europa. O que deveria ser uma grande festa e o começo de uma semana para celebrar o futebol até a decisão da Liga dos Campeões, porém, se tornou um evento recheado de polêmicas. Tudo por conta da decisão da Uefa de fazer com que a decisão do torneio seja em Baku, capital do Azerbaijão, no extremo leste europeu.

Nesta semana, foi anunciado mais um fracasso que envolveu a escolha da entidade que organiza o futebol europeu. Os dois times finalistas devolveram parte dos ingressos a que tinham direito. O motivo? O custo da viagem para o torcedor, que tem poucas opções de voo entre Londres e Baku. Ambos os times tinham direito a 12 mil tíquetes cada. O Arsenal chegou a devolver mais de 2 mil entradas.

Segundo informações divulgadas na imprensa inglesa, não foram só torcedores comuns que abriram mão da decisão do torneio. Alguns patrocinadores também não usaram toda carga de ingressos que tinham e devolveram tíquetes à Uefa.

Torcedores com a camisa do Arsenal com o nome de Mkhitaryan são abordados pela polícia em Baku - Foto: Reprodução SNTV

A entidade amenizou o problema nesta semana ao dizer que a procura por torcedores locais para o jogo era alta e, logo, não haverá cadeiras vazias no estádio.

Mas esse foi apenas o problema mais recente. Na semana passada, Baku e a Uefa foram alvos de representantes da Anistia Internacional, que acusaram o Azerbaijão de usar o evento para esconder crimes recentes. O país convive com problemas de direitos humanos, com perseguições que vão desde jornalistas ao público LGBT. Segundo a entidade, hoje o país mantém cerca de 150 presos políticos.

No campo esportivo, a final em Baku provocará uma interferência dificilmente vista em grandes torneios. Por conta dos conflitos entre o Azerbaijão e a Armênia, o atacante armênio Henrikh Mkhitaryan não poderá entrar no país. O Arsenal, portanto, jogará a final sem um de seus principais jogadores e ídolos da torcida.

Na terça-feira, a polêmica ganhou novos capítulos quando câmeras de televisão flagraram policiais pedindo identificação de torcedores que estavam com a camisa de Mkhitaryan ao redor do estádio, numa aparente intimidação contra eles. Não foram confirmados os motivos da intervenção, mas as imagens rodaram a internet e já provocaram um novo ruído para a imagem do evento em Baku e para a Uefa.

Na última semana, o jornal inglês "Daily Mail" aumentou as polêmicas ao divulgar um relatório da Uefa sobre Baku. A cidade não teria o número mínimo de quartos de hotéis no raio de 60 km do estádio da final, o que iria contra o regulamento da própria entidade europeia. Os torcedores e os patrocinadores que não devolveram os ingressos terão problemas para se acomodar durante a decisão.