Grêmio prevê arrecadar R$ 100 mi anuais com arena

Clube começará a vender propriedades para empresas no Soccerex

Clube começará a vender propriedades para empresas no Soccerex

O Grêmio irá começar a comercializar propriedades comerciais da nova arena na Soccerex, feira de futebol a ser realizada entre 26 e 30 de novembro no Rio de Janeiro, para o meio corporativo. Apesar de o plano de negócios ainda não ter sido finalizado, a expectativa é que o empreendimento gere receita de R$ 100 milhões por ano.

Esse número engloba tudo o que será arrecadado com o estádio, desde a venda de camarotes, cadeiras cativas e espaços comerciais para restaurantes e lojas, por exemplo, até ingressos, que representam cerca de R$ 50 milhões anuais nessa previsão. Os espaços voltados para torcedores serão vendidos a partir de março de 2012.

Já houve algumas conversas com certas empresas que manifestaram interesse na arena, mas as negociações de fato foram adiadas para a Soccerex no intuito de valorizar as propriedades, segundo com Eduardo Antonini, presidente da Grêmio Empreendimentos, braço da equipe responsável pela gestão do negócio.

Na feira de futebol, a equipe gaúcha irá apresentar uma espécie de tabela com os preços de todos os espaços disponíveis para aquisição. A razão por ter segurado o início das tratativas, segundo já havia antecipado a Máquina do Esporte, é ter um estádio com obras mais avançadas. Atualmente, a arena está 40% concluída.

A Arena Grêmio, como vem sendo denominada desde a concepção, terá capacidade para 60 mil torcedores, e espera-se que esteja pronta até o fim de 2012. A OAS é responsável por bancar todo o orçamento da obra, de R$ 400 milhões, e receberá em contrapartida o estádio Olímpico, que será transformado em condomínios residenciais.

Ainda a respeito das futuras receitas com o estádio, vale lembrar que elas serão repartidas entre Grêmio e OAS. Nos sete primeiros anos, toda a renda será da equipe tricolor, mais quantia fixa de R$ 7 milhões anuais. Durante os 13 anos seguintes, o time terá R$ 14 milhões anuais e 65% de toda a receita, e a construtora, 35%.

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