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"O poder transformador do esporte", com Comitê Paralímpico Brasileiro

Objetivo do movimento paralímpico é virar plataforma para investimento de marcas

Redação - São Paulo (SP) Publicado em 28/11/2018, às 16h56

Imagem "O poder transformador do esporte", com Comitê Paralímpico Brasileiro

No quinto e penúltimo painel do 1o Fórum Máquina do Esporte, foi a vez de Diogo Mourão, diretor de marketing do Comitê Paralímpico Brasileiro, falar sobre o poder transformador do esporte. Mourão, que assumiu o cargo no CPB este ano, mostrou como o movimento paralímpico pode ser uma grande plataforma para investimento de marcas.

Desde o início de sua apresentação, Diogo deixou clara a importância do esporte como platafoma de inclusão social para os deficientes. Além disso, também destacou o poder que o esporte tem de transformar a vida das pessoas. Como exemplo, citou o nadador paralímpico Daniel Dias, maior medalhista da história do esporte paralímpico e que começou a nadar apenas depois de ver o também nadador Clodoaldo Silva, hoje aposentado, ganhando seis medalhas de ouro nos Jogos de Atenas em 2004.

Para alcançar os objetivos a longo prazo, o CPB se mudou para São Paulo e começou a fazer uma série de ações. Com a promoção do esporte entre crianças e jovens entre 10 e 17 anos, professores capacitados e parceria com alguns municípios, a entidade passou a buscar as crianças e colocá-las para praticar esporte.

"O fato da criança começar a praticar esporte muda a vida dela e muda a vida da família inteira. A família da criança deficiente tem vergonha e, de um modo geral, a esconde da sociedade. Ao começar no esporte, a criança se socializa, faz amizades, conhece outras crianças iguais a ela. E para a família é a mesma coisa. As mães e pais fazem amizades com outras mães e pais que passam pela mesma situação. É o esporte transformando a vida de muita gente", afirmou Mourão.

O executivo ainda citou números importantes que foram alcançados durante os Jogos Paralímpicos do Rio em 2016. A audiência, por exemplo, teve um crescimento de 159% nos canais SporTV em relação aos Jogos de 2012. Ao todo, foram 13 milhões de pessoas impactadas pelas transmissões ao vivo. 

Os números ajudam na expansão do esporte paralímpico e denotam uma mudança da sociedade que é comemorada pelo CPB. O próximo passo é conseguir ganhar força na iniciativa privada, mostrando às empresas que apostar e investir no esporte paralímpico é uma forma de dar visibilidade à marca e, ainda, um retorno ainda maior à sociedade.