Por Guaraviton, Botafogo recusa Lupo na camisa

No último sábado, contra o Vitória, o Botafogo estreou em seu uniforme a marca da Guaraviton, que dividiu espaço com os logos da Hypermarcas: Neo Química e Bozzano. No entanto, a empresa de bebidas poderia ter perdido o seu lugar para a Lupo, que também fez proposta para o clube.

O diretor-executivo do Botafogo, Sérgio Landau, explica que as negociações com a Lupo estavam lentas e que o momento exigia rapidez. “Fechamos com pressa, pois a cada jogo o patrocínio ficaria mais barato”, ressalta.

A lógica é simples: o Botafogo queria fechar com alguma empresa um contrato para apenas o fim da temporada. Isso significa que a Guaraviton terá exposição por mais sete partidas. Se não fechasse antes da rodada do último fim de semana, o espaço seria desvalorizado.

Como a Guaraviton fez uma proposta que agradou – e superior à apresentada pela Lupo –, a diretoria botafoguense decidiu fechar logo o contrato. A oferta da empresa de roupas estava abaixo do esperado, mas as negociações ainda estavam abertas. O clube, no entanto, não quis correr riscos.

A Guaraviton, por sua vez, fechou com o clube para ficar com a parte inferior da camisa, embaixo da marca da Neo Química. Além disso, teve direito a quatro placas publicitárias no Engenhão, em acordo que não teve seus valores revelados.

Caso fechasse com o Botafogo, a Lupo ganharia mais um clube entre aqueles que a empresa tem apostado no futebol brasileiro. Ela já mantém contratos com Náutico, São Caetano, Guarani, entre outros, e tem tentado avançar no esporte, junto com a nova marca da empresa, a Sport Lupo.

Já o Botafogo não quis contratos que iriam além de dezembro. A partir de 2011, todos os acordos para esse tipo de patrocínio estarão encerrados, e o clube terá maior liberdade de escolher seus parceiros, apresentado um plano de negócio específico para as pretensões da diretoria.

Outro fator que segura o Botafogo na sua busca por futuros parceiros é a possibilidade real de o time participar da próxima Copa Santander Libertadores. “Essa competição é um produto. E se eu tenho esse produto, eu preciso me preparar melhor, preciso de um investimento maior”, afirmou Landau.

Essa, aliás, é a mesma estratégia adotada pelo Cruzeiro, que terá seus contratos com BMG e Ricardo Eletro encerrados no fim do ano. O time espera sua confirmação na Libertadores de 2011 para negociar valores maiores. A BMG, no entanto, já está próxima de acertar a sua renovação.