Traffic pede preferência em novo acordo com Flamengo

"Por que não teria preferência? A 9ine levou R$ 900 mil", diz cartola

A parceria entre Flamengo e Traffic, iniciada em janeiro deste ano com o intuito de explorar a imagem de Ronaldinho Gaúcho, que tem parte dos salários pagos pela agência de marketing esportivo, está sendo formalizada. O contrato entre as partes será assinado em breve, dessa vez com preferência para a empresa em negócios fechados.

Quase nove meses depois de o acordo começar, a Traffic foi incluída apenas no contrato de imagem de Ronaldinho, na qual possui participação. Agora, pretende-se assinar novo contrato, envolvendo propriedades publicitárias da equipe rubro-negra, pelo qual a agência terá prioridade na captação de recursos e participação sobre os lucros.

Essa preferência será incluída, principalmente, porque a empresa foi deixada para trás em agosto deste ano pela 9ine, agência de comunicação de Ronaldo, Marcus Buaiz e grupo WPP. A Traffic passou todo o primeiro semestre visitando o mercado, sem sucesso, e depois viu a 9ine levar patrocínio da Procter & Gamble e ficar com a renda.

Esse novo contrato com o Flamengo, contudo, terá de ser submetido à aprovação dos conselhos fiscal e deliberativo. Assim como qualquer negócio fechado pelo poder executivo da equipe rubro-negra, esses órgãos internos precisam validar o acordo para que seja devidamente assinado. Ainda não há previsão para que isso aconteça.

A inclusão da agência no contrato de imagem de Ronaldinho não precisou passar por esse processo, pois o estatuto do clube carioca prevê que negócios abaixo de R$ 1,2 milhão não precisam passar pelos conselhos. Como a Traffic é responsável por R$ 1 milhão mensais, respectivos à remuneração do jogador, escapou dos tr"mites.

De qualquer modo, a agência não deve enfrentar problemas para assinar esse novo contrato, com o "privilégio" incluído, em breve. "Todo dia aparecem propostas levadas por outras empresas, com outros projetos, e por que a Traffic não teria preferência? A 9ine levou R$ 900 mil", avalia Leonardo Ribeiro, presidente do conselho fiscal.