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Djokovic é deportado da Austrália, mas patrocinadores não pensam em largá-lo

Ministro da imigração do país venceu queda de braço e deportou tenista, que ganhou suporte e silêncio de seus patrocinadores

Redação - São Paulo (SP) Publicado em 16/01/2022, às 21h35 - Atualizado às 21h37

Tenista sérvio Novak Djokovic prepara-se para deixar a Austrália após ser deportado pelo ministro da Imigração do país - Reprodução / Agência Efe
Tenista sérvio Novak Djokovic prepara-se para deixar a Austrália após ser deportado pelo ministro da Imigração do país - Reprodução / Agência Efe

A novela sobre a presença do tenista sérvio Novak Djokovic na Austrália chegou ao fim. Após um julgamento de algumas horas neste domingo (16), Djokovic teve seu visto de permanência no país da Oceania negado e terminou deportado de solo australiano, para onde teoricamente não poderá retornar nos próximos três anos.

A deportação do sérvio, atual líder do ranking mundial da ATP e que defenderia o quinto título seguido do Australian Open, dividiu a opinião pública. Ela foi tomada por uma medida do ministro da Imigração australiano e reacendeu a discussão sobre a polêmica posição de Djokovic contra vacinas.

Defensor do direito de não se vacinar contra a Covid-19, Djokovic tentou uma licença especial para entrar na Austrália e disputar o Australian Open. Desde o dia 5 de janeiro, porém, uma batalha judicial envolveu a permanência do sérvio no país do primeiro Grand Slam do ano.

No domingo (16), a Justiça australiana decidiu aceitar a negativa ao visto dada pelo ministro da Imigração do país. Assim, Djokovic terminou deportado. O caso levantou diversos debates nas redes sociais. Os principais patrocinadores do tenista foram questionados pelos fãs sobre as atitudes tomadas por Djokovic, que foi a eventos sociais mesmo tendo testado positivo para Covid-19 na segunda quinzena de dezembro.

Até agora, porém, parece que os patrocinadores ficarão ao lado do tenista, que recebe cerca de US$ 30 milhões ao ano de nove diferentes empresas. Marcas como Peugeot, Asics e Lacoste decidiram não se pronunciar sobre o caso. Outras, como a marca de relógios suíça Hublot, colocaram-se ao lado de Djokovic.

“Novak Djokovic é sua própria pessoa. Não podemos comentar nenhuma de suas decisões pessoais. A Hublot continuará sua parceria com o tenista número 1 do mundo”, disse a empresa, em comunicado.

Até agora, a única marca que colocou um pouco de interrogação sobre o futuro foi o Raffeissen Bank, da Áustria, que em abril de 2021 assinou contrato com o sérvio. A empresa disse que sua decisão de contratar Djokovic para uma parceria de vários anos foi tomada muito antes das recentes manchetes do Aberto da Austrália e que o caso a princípio não mudará a relação, mas...

“Como patrocinador de Novak Djokovic, estamos observando de perto a situação atual”, disse o banco, em nota.

A polêmica envolvendo o Australian Open era algo que já estava no radar de todos que acompanham o posicionamento de Djokovic em relação à pandemia do coronavírus. Radicalmente contra a vacinação e adepto de uma dieta livre de glúten, Djokovic já havia causado polêmica em 2020, pouco depois do início da pandemia. O sérvio duvidou da doença, reclamou da necessidade de lockdown e da pausa no calendário da ATP.

Para “protestar”, Djokovic chegou a organizar o “Adria Tour”, um torneio em que nenhum protocolo de segurança sanitária foi implementado. Pouco antes de o evento começar, uma festa na Sérvia foi organizada. Diversos atletas, treinadores e o próprio tenista pegaram Covid, e o torneio acabou cancelado, sob pedidos de desculpas do sérvio.

Agora, Djokovic mostrou um documento em que comprova ter testado positivo para o coronavírus no dia 16 de dezembro. Nos dias subsequentes, o atleta foi a vários eventos, descumprindo isolamento social. Acabou novamente pedindo desculpas pelo “deslize”, mas teve o visto de entrada na Austrália negado.

Os patrocinadores sabiam onde estavam se metendo ao se associar ao tenista. Tanto que, agora, estão ao lado dele, mesmo com a opinião pública contrária.