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Esporte condena ataque da Rússia à Ucrânia e pede paz

Piloto Sebastian Vettel já afirmou que se recusará a disputar GP da Rússia de Fórmula 1

Adalberto Leister Filho - São Paulo (SP) Publicado em 24/02/2022, às 15h46 - Atualizado às 15h48

Judoca Daria Bilodid, que postou foto enrolada com a bandeira da Ucrânia, pediu paz - Reprodução / Instagram (@dariabilodid7)
Judoca Daria Bilodid, que postou foto enrolada com a bandeira da Ucrânia, pediu paz - Reprodução / Instagram (@dariabilodid7)

O esporte de modo geral condenou os ataques da Rússia à Ucrânia iniciados na madrugada desta quinta-feira (24). Alguns dos principais atletas ucranianos fizeram manifestações incisivas contra a guerra.

O ex-pugilistas Vitaly Klitschko, 50, ex-campeão mundial dos pesados, defendeu a reação contra o invasor. “O mundo está vendo como o imperialismo é temerário e letal”, afirmou Vitaly, que hoje é prefeito de Kiev, capital do país.

Wladimir Klitschko, 45, seu irmão, também ex-campeão mundial de boxe, recentemente se alistou no Exército.

Maior nome do futebol ucraniano na atualidade, o lateral Zinchenko, do Manchester City, criticou duramente o líder russo Vladimir Putin.

“Meu país pertence aos ucranianos. Não posso ficar parado e não falar sobre isso. Todo o mundo civilizado está preocupado com a situação no meu país. O país em que nasci e cresci, e cujas cores defendo internacionalmente, um país que tentamos glorificar e desenvolver. Um país cujas fronteiras devem permanecer intactas“, afirmou o jogador em postagem em suas redes sociais.

“Putin, espero que você morra sofrendo a morte mais dolorosa“, afirmou o atleta, em post que acabou sendo apagado pelo Instagram por violar as normas da rede social.

A judoca Daria Bilodid, campeã mundial e medalha de bronze nos Jogos de Tóquio 2020, contou que foi acordada pela manhã ao som de tiros. A atleta, que ficou famosa por verter uma lágrima ao conquistar a medalha olímpica no Japão no ano passado, pediu paz.

“Amo meu país. Esta é minha casa, a minha pátria! E quero viver em paz, sem guerras ou ameaças constantes”, afirmou a judoca.  

“Não tenho palavras. Estou com muito medo e rezo por minha família e meu país. A Rússia começou a nos bombardear, a guerra começou. Por quê? Por que arruinar a vida das pessoas? Rússia e Belarus, parem!”, pediu a atleta em suas redes sociais.

A esgrimista Olga Harlan, dona de cinco ouros em Mundiais e campeã olímpica no sabre por equipes em Pequim 2008, também pediu paz. “A Ucrânia é minha casa, a Ucrânia é minha pátria! Quero paz e céus brilhantes acima da cabeça da minha família e de todo o povo ucraniano!”, pediu.

Já Elina Svitolina, casada com o tenista francês Gael Monfils, pediu união aos ucranianos. “Tenho orgulho de ser ucraniana. Nos unimos neste momento crucial pelo bem da paz e o futuro do nosso Estado. Glória à Ucrânia”, afirmou a tenista, atual 15ª colocada do ranking mundial, em suas redes sociais.

O zagueiro Ivan Zotko, ex-Valencia, que atualmente joga no futebol ucraniano, fez um relato dramático sobre a situação no país.

“Minha mãe e minha irmã estarão nos bunkers. Minha mãe quer ir para a batalha antes que seja a vez do meu cunhado. As pessoas querem lutar e não ir embora. Todos querem Putin fora. É uma loucura“, afirmou o defensor, em entrevista ao jornal espanhol Marca.

Pela manhã, jogadores brasileiros que atuam na Ucrânia divulgaram um vídeo pedindo uma ação do governo brasileiro para retirá-los em segurança do país. O Campeonato Ucraniano foi paralisado pelos próximos 30 dias.

Na gravação, aparecem atletas conhecidos como Maycon e Pedrinho, ex-Corinthians; David Neres, ex-São Paulo; Fernando, ex-Palmeiras; Dodô, ex-Coritiba; e Marlon, ex-Fluminense.

“Estamos pedindo ajuda de vocês nesse vídeo devido à falta de combustível na cidade, fronteira fechada, espaço aéreo fechado. Não tem como a gente sair. Pedimos apoio ao governo do Brasil para que possa nos ajudar, e espero que vocês nos ajudem a promover esse vídeo para alcançar o máximo de pessoas possível“, afirmou Marlon, porta-voz do grupo.

No automobilismo, o piloto Sebastian Vettel, tetracampeão da Fórmula 1, afirmou que se recusará a disputar o GP da Rússia, marcado para 25 de setembro, por causa dos ataques à Ucrânia.

“Minha opinião pessoal é que não devo ir lá e não irei porque acho que correr naquele país é errado. Há pessoas inocentes que estão perdendo a vida. Eles [ucranianos] estão sendo mortos por razões estúpidas e uma liderança muito estranha e louca”, afirmou o piloto da Aston Martin.