Grupo SBF celebra estratégia e quer dobrar receita e quadruplicar lucro até 2026

Empresa realizou o "SBF Day" para o mercado nesta segunda-feira (27), no Museu do Futebol, em São Paulo

“Nos próximos quatro anos, queremos dobrar a receita e quadruplicar o lucro”. A frase do CEO do Grupo SBF, Pedro Zemel, talvez seja o resumo de uma imensa quantidade de informações passadas aos convidados do “SBF Day”, evento realizado pelo grupo na manhã desta segunda-feira (27), no Museu do Futebol, em São Paulo.

Com Fred, apresentador do Desimpedidos e head de inovação da NWB, como mestre de cerimônias, o “SBF Day” serviu para a empresa comentar diversos assuntos relacionados ao que a própria SBF chama de “ecossistema do esporte”. Atualmente, o grupo tem sob seu guarda-chuva seis marcas: Centauro, Fisia (distribuidora oficial da Nike no Brasil), NWB, OneFan, X3M e FitDance.

Além de Pedro Zemel, o evento contou com apresentações de Cláudio Assis (diretor geral da Centauro), Karsten Koehler (diretor geral da Fisia) e Gustavo Furtado (diretor geral da SBF Ventures). Em pauta, os números, conquistas e projetos futuros do grupo, que há um ano e meio tinha “apenas” a Centauro e que, de lá pra cá, conquistou espaço e, hoje, é o tal “ecossistema” com seis empresas que, cada vez mais, pretendem se interligar.

Pedro Zemel é o CEO do Grupo SBF há quase sete anos - Divulgação / Grupo SBF

“Queremos orquestrar o ecossistema do esporte no Brasil. Trocar abrangência por profundidade. Este é o ano de juntar as pontas, extravasar do varejo. Quem consome esporte, consome esporte todos os dias, seja da forma que for. Precisamos participar do engajamento dessas pessoas dentro do universo esportivo”, disse Pedro Zemel.

Entre os números que chamam atenção, vale citar o crescimento da Nike no Brasil por meio da Fisia. Em apenas um ano, houve um aumento de 78% nas receitas, com o digital da marca passando de 10% para 26% do total de vendas. Com o app Nike.com prestes a ser lançado no Brasil como o primeiro da marca na América do Sul e a construção de um número maior de lojas físicas, entre elas cinco megalojas espalhadas por shoppings do Brasil (São Paulo, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Goiás e Ceará), a expectativa é crescer ainda mais em 2022.

“Enxergamos oportunidades em algumas frentes: mulheres, acessórios, moda casual e aumento do alcance, com expansão para outras regiões. Queremos melhorar o marketplace, alavancar ainda mais o segmento de sneakers, assim como serviços e a questão da personalização. Além disso, a ideia é democratizar a prática do esporte, dar acesso a pessoas com renda mais baixa de praticar atividades físicas com equipamentos adequados”, destacou Karsten Koehler.

Cláudio Assis, diretor geral da Centauro, foi um dos executivos que subiram ao palco no Museu do Futebol - Divulgação / Grupo SBF

A Centauro, por sua vez, alcançou uma receita bruta total recorde de 3,7 bilhões em 2021. Entre os destaques, está o app: 50% das vendas no digital têm sido no app. Atualmente, a varejista esportiva vende utensílios de cerca de 40 modalidades esportivas e quer aumentar esse número, estando cada vez mais na “jornada esportiva do consumidor”.

Para atrair cada vez mais gente, a marca tem realizado eventos em lojas, como aulas e palestras, ou mesmo com atletas famosos, casos de Fernandinho (que “trouxe” o troféu da Premier League ao país) e Kaká (que gravou um podcast dentro de uma loja da Centauro). Além disso, em breve, a varejista terá um espaço para reunir os apaixonados por esporte, que servirá como um local de experimentação dentro do Parque Ibirapuera, em São Paulo, o maior da América Latina, assim como voltar com força para os eventos de running, com o Reveza Centauro, que terá organização da X3M, “coirmã” especialista em eventos esportivos outdoor do Grupo SBF.

“Queremos sair do transacional e ir para o relacional. Viver o esporte ao lado do consumidor e impulsionar a prática do esporte de uma maneira geral. Para isso, pretendemos ter um foco cada vez maior na mulher, abrir mais lojas físicas e melhorar a experiência digital”, afirmou Cláudio Assis.

Apresentação foi realizada no auditório do Museu do Futebol, em São Paulo - Divulgação / Grupo SBF

Outro foco do grupo como um todo para o segundo semestre será a Copa do Mundo do Catar, que, por si só, já cria uma conexão emocional com o consumidor brasileiro. Pelo lado da Nike, as camisas da seleção nacional prometem ser a “cereja do bolo”, inclusive com destaque para a camisa reserva azul.

Já a Centauro, além do foco na camisa da seleção, terá outros dois pilares: a bola do Mundial (que, curiosamente, é feita pela Adidas) e as camisas de outras seleções participantes da Copa. Além disso, a varejista ainda contará com diversos produtos licenciados da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), na estreia da parceria em um período de Copa do Mundo.

Por fim, o Desimpedidos, principal ativo da NWB, também terá papel primordial na estratégia do Grupo SBF para o Catar. Sob comando de Fred, a ideia é fazer uma cobertura diferente do Mundial que pode trazer o hexacampeonato para a seleção brasileira.

Perguntado sobre o futuro em uma conversa com a Máquina do Esporte no final do evento, Pedro Zemel foi taxativo ao comentar sobre o que enxerga para o ecossistema do esporte que vem sendo erguido pelo grupo nos próximos anos.

“Há um ano e meio, tínhamos a Centauro. Agora, somos seis. Nos próximos quatro anos, queremos dobrar a receita e quadruplicar o lucro. Ainda faltam muitas pontas para juntar. Se a gente chegar no ‘SBF Day’ de 2030 e falar que somos seis empresas, alguma coisa deu errado”, resumiu o CEO do Grupo SBF.