NFL cria medidas para estimular a diversidade na compra de franquias

A NFL criou um pacote de medidas para proprietários e funcionários das franquias que visa aumentar a diversidade em postos-chave das equipes.

A entidade divulgou um comunicado em que destaca que “ao avaliar as propostas de um grupo de investidores, será valorizado positivamente que inclua pessoas diversas, quer adquiram uma participação significativa como minoria, ou controlem a franquia”.

Em fevereiro, a NFL foi processada por racismo pelo técnico Brian Flores. O ex-treinador do Miami Dolphins foi à Justiça Federal dos Estados Unidos alegando ter sofrido discriminação nos processos de contratação da liga de futebol americano. Flores, que é negro, passou por uma entrevista no New York Giants que chamou de “farsa”. Antes da reunião, ele havia recebido a notícia de que o ex-assistente do Buffalo Bills, Brian Daboll, que é branco, já havia sido contratado.

Colin Kaepernick, por sua vez, ficou famoso por se ajoelhar durante a execução do hino nacional dos Estados Unidos antes dos jogos, em protesto contra o racismo. Jogador do San Francisco 49ers, o quarterback se tornou agente livre em 2016 e nunca mais recebeu proposta para jogar na NFL. Nesta temporada, Kaepernick chegou a conversar com o Seattle Seahawks, mas por enquanto não houve acerto.

Ainda é cedo para imaginar como as novas medidas da NFL afetarão os processos de venda de times como o Denver Broncos. Pat Bowlen, atual dono do time do estado do Colorado, anunciou em fevereiro que estava iniciando o processo de ouvir ofertas. Um dos interessados na franquia é Robert Smith, que pode se tornar o primeiro negro proprietário de um time da NFL

Também em fevereiro, durante o Super Bowl, Roger Goodell, comissário da NFL, afirmou que as políticas de diversidade seriam revistas por um painel de especialistas externos.

A iniciativa faz parte de um pacote mais amplo de medidas que inclui a criação de um comitê para revisar as políticas de contratação. Nesse comitê, estarão diferentes executivos e diretores que não estão vinculados à NFL. Todas as equipes serão obrigadas a contratar um assistente técnico de grupos minoritários.