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Nike e Nix Diversidade divulgam mapeamento inédito sobre comunidade LGBTQIA+ no esporte

Iniciativa faz parte do compromisso da marca de apoiar ações de diversidade e inclusão

Redação - São Paulo (SP) Publicado em 12/05/2022, às 16h55

Apoiado pela Nike, Angels Volley é um grupo que reúne mulheres trans e homens gays - Gustavo Dantas / Mavo
Apoiado pela Nike, Angels Volley é um grupo que reúne mulheres trans e homens gays - Gustavo Dantas / Mavo

Um estudo da Nix Diversidade, que contou com o apoio da Nike e foco na região metropolitana de São Paulo, foi divulgado pela marca americana nesta quinta-feira (12). O mapeamento inédito concluiu que, por diferentes motivos, 42,8% da comunidade LGBTQIA+ não tem acesso ao esporte no Brasil.  

Durante a produção do estudo, foram identificados que, além dos desafios comuns aos brasileiros, muitas dessas pessoas enfrentam dificuldades adicionais que as impedem de praticar atividades físicas e esportivas de forma regular e em ambientes seguros. Os principais motivos são falta de tempo (26,3%), falta de companhia (20,6%) e relatos de homofobia, transfobia ou outras discriminações, assim como bullying ou assédio (18,3%).

Além disso, 63,5% relataram que já foram discriminados ou presenciaram algum membro da comunidade LGBTQIA+ sendo discriminado ao praticar esporte, e 80,2% consideram o esporte muito importante para a sociedade. A iniciativa faz parte do compromisso da Nike de apoiar ações de diversidade e inclusão.

“A Nike tem uma longa história de atuação na promoção do esporte e na defesa dos direitos sociais. Reconhecendo os desafios que a comunidade LGBTQIA+ enfrenta para ter uma vida ativa, a parceria com a Nix reforça nosso compromisso em criar soluções e inspirar pessoas de todos os perfis a fazer do esporte um hábito diário”, afirmou Bruno Teixeira, gerente sênior de propósito da Fisia, distribuidora oficial da Nike no Brasil.

O mapeamento está disponível neste site, e os visitantes podem contribuir com a atualização da ferramenta digital ao indicar outras iniciativas com abordagem similar. Há coletivos de diferentes modalidades e com perfis de participantes gays, lésbicas, transexuais e bissexuais. As pessoas também são incentivadas a interagir diretamente com os grupos por meio dos canais de comunicação que são disponibilizados.

Além disso, também está disponível para acesso no site da Nix Diversidade, a publicação “Diversidade & Inclusão no Esporte – Estudo sobre as conquistas e os desafios da comunidade LGBTQIA+ no Brasil”. A obra reúne fatos históricos importantes e apresenta uma pesquisa feita com mais de mil pessoas de diferentes regiões do país sobre a percepção da comunidade em relação ao esporte.

“Por meio do estudo realizado, pudemos verificar que, nos últimos anos, houve um aumento expressivo de coletivos inclusivos de esporte amador no país, assim como do número de atletas profissionais vivendo plenamente sua orientação sexual e identidade de gênero. Por isso, dar visibilidade a esses avanços e boas práticas é fundamental para fomentar mais iniciativas, atrair mais participantes e trazer mais apoio para a comunidade”, destacou Fabrício Addeo Ramos, diretor da Nix Diversidade.

Segundo a Nike, apoiar esse tipo de estudo ajuda a “quebrar algumas barreiras e contribuir para a construção de um ambiente esportivo mais inclusivo para todos”. Em São Paulo, além da parceria com a Nix Diversidade, a marca também apoia a Casa Florescer (centro de acolhimento para travestis e mulheres transexuais) e os coletivos esportivos Real Centro FC (grupo que reúne homens gays), Meninos Bons de Bola (grupo que reúne homens trans) e Angels Volley (grupo que reúne mulheres trans e homens gays).