Poker bate recorde de faturamento em junho e planeja dobrar tamanho em quatro anos

Fundada há 36 anos, marca brasileira teve crescimento de 41% no primeiro semestre deste ano

A Poker bateu o recorde mensal de faturamento em 36 anos de existência e fechou o primeiro semestre do ano com crescimento de 41% em relação ao mesmo período de 2021. O número alcançado é bem superior aos 25% que haviam sido projetados no início do ano.

Os dados são encarados com otimismo em um contexto de reaquecimento ainda tímido da economia brasileira. Segundo a empresa, a meta do grupo é dobrar de tamanho nos próximos quatro anos. O processo de crescimento já está em curso. Ainda em 2022, a marca ampliará a planta da sua sede, localizada em Montenegro (RS).

"Queremos nos posicionar como uma marca sul-americana. Para isso, precisaremos de um reforço em nossa própria estrutura"

Rogério Cauduro, diretor de marketing da Poker

“Investimos bastante e estamos planejando triplicar nossa capacidade e estrutura. Dessa forma, estaremos prontos para duplicar o faturamento no período entre 2020 e 2026, e ainda deixar uma folga na estrutura, caso seja necessário”, contou Rogério Cauduro, diretor de marketing da Poker.

“Queremos nos posicionar como uma marca sul-americana. Para isso, precisaremos de um reforço em nossa própria estrutura”, acrescentou o executivo.

Instabilidade e pandemia

Apesar da instabilidade econômica e dos efeitos danosos da pandemia para o comércio, a Poker afirmou que projeta um aumento de demanda por produtos esportivos a partir do ano que vem.

“Enfrentamos no mundo todo, e de forma acentuada também no Brasil, problemas generalizados de desemprego, inadimplência e forte desajuste de abastecimento e matéria prima”, analisou Rogério.

“Isso resulta, por um lado, em menos pessoas aptas a comprar. Por outro, há limitação na produção. Assim, o mercado está longe do potencial máximo. Nossa previsão era de uma estabilidade maior até o fim de 2022, mas adiamos essa perspectiva para meados de 2023”, completou.

Tamanho da Poker

Atualmente, a marca conta com mais de 18 fábricas no Brasil e na Ásia para atender às demandas do mercado por artigos de suas quatro linhas estratégicas: futebol, natação, ciclismo e fitness.

Nos últimos anos, a Poker se consolidou como um dos grandes players do mercado esportivo brasileiro. A marca promove diversos eventos pelo país, como o Circuito Gol a Gol, que é focado na disputa entre goleiros amadores, além de corridas de rua e o Festival Poker de Natação, idealizado pelo medalhista olímpico Gustavo Borges, embaixador da marca.

Com uma rede de 3.500 lojas atendidas, a empresa produz mais de 3 milhões de peças por ano, tanto no Brasil como em países em que a marca atua.

Eleições e guerra

Além dos efeitos da pandemia, as empresas vêm tendo que lidar com outros desafios, como a guerra na Ucrânia. Os prejuízos à economia global são sentidos diariamente, e problemas na cadeia de suprimentos têm levado as empresas a buscarem alternativas.

Segundo a Poker, 90% da matéria-prima utilizada em bolas, calçados e luvas de goleiro também são utilizados na fabricação de garrafas pet, móveis e roupas de moda.

"Temos feito o abastecimento de forma adequada em todas as linhas sem comprometer nossos produtos. Dessa forma, seguimos auxiliando clientes parceiros de distribuição que precisam repor os estoques"

Rogério Cauduro, diretor de marketing da Poker

“É por isso que o ponto de partida da produção é o mais complicado. No caso das luvas, a matéria-prima de melhor qualidade é oriunda da Alemanha, e as principais fornecedoras desta matéria-prima estão em falta e com previsões de entregas bem longas”, comentou Rogério.

A solução da empresa foi o uso de estoques disponíveis, que estavam guardados desde que a produção havia sido quase paralisada por causa da pandemia.

“Temos feito o abastecimento de forma adequada em todas as linhas sem comprometer nossos produtos. Dessa forma, seguimos auxiliando clientes parceiros de distribuição que precisam repor os estoques”, finalizou Rogério.