O Rio Open terá uma estrutura ampliada para a edição de 2027, com aumento da capacidade de público e expansão do complexo dentro do Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro (RJ). As novidades foram apresentadas à imprensa nesta terça-feira (25), durante um evento realizado no local que receberá o torneio. A área total passará de 40 mil m² para 67 mil m², enquanto a Quadra Central, batizada de Guga Kuerten, terá capacidade para 9.500 pessoas.
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A expansão acompanha o crescimento da demanda pelo torneio, que recebeu cerca de 70 mil pessoas ao longo dos nove dias de competição em 2026. Segundo a organização, os ingressos para a Quadra Central têm registrado alta procura e sessões esgotadas em menos de uma hora, cenário que motivou parte dos investimentos para a próxima edição.
“A gente passa de 6.200 lugares para 9.500. É um crescimento de 50%, aproximadamente. Então, ao longo desses últimos anos, eu posso dizer assim, logo depois da pandemia, que a gente teve esse ‘boom’. Acho que, na pandemia, muita gente começou a jogar tênis, mas os ingressos têm sido ‘sold out’ em menos de uma hora. A demanda começou a crescer muito, o ingresso na Quadra Central. Então, acho que o nosso principal investimento aqui também é em função da Quadra Central”, afirmou Marcia Casz, idealizadora e diretora-geral do Rio Open.
Além da ampliação da arena principal, o novo espaço terá quatro quadras destinadas a jogos e outras seis para treinamentos, formando um complexo de dez quadras. Para Lui Carvalho, diretor do Rio Open, a mudança também permitirá oferecer melhores condições de preparação aos atletas durante o torneio.
“Acho que um dos ‘upgrades’ principais é que, de fato, a gente passa a ser um complexo de dez quadras, que vai poder usar seis quadras de treino, mais as quatro quadras de jogo. Então, isso vai ser um ‘upgrade’ para que os atletas tenham mais espaço para treinar”, revelou o executivo à Máquina do Esporte.
Operação com atletas
A nova configuração também provocará mudanças na operação do torneio. De acordo com Lui, a organização pretende adotar um sistema de transporte interno para facilitar o deslocamento dos atletas entre as áreas do complexo, incluindo as quadras.
“Vamos fazer uma operação, de fato, para trazer os atletas para a quadra, como é feito nos grandes torneios. Os próprios Masters de Indian Wells e Miami ainda fazem uma operação de carrinhos de golfe para poder levar e trazer, assim como a gente vai fazer com os convidados”, contou.
A ampliação ocorre em uma área que permitirá ao Rio Open crescer dentro do próprio Jockey Club Brasileiro. O projeto prevê, além das quadras, novos espaços de entretenimento, gastronomia e convivência, com ampliação da Praça Rio Open e da área destinada aos patrocinadores. A área coberta também será três vezes maior em relação à estrutura anterior.
Imagens do Rio de Janeiro
Para Marcia Casz, a mudança de endereço dentro do Jockey Club, com a expansão para o espaço conhecido como Pião do Prado, também foi pensada considerando a projeção internacional do torneio. Atualmente, o Rio Open é exibido para mais de 150 países, segundo a diretora-geral.
“Esse é um evento que a gente faz ao vivo aqui no Brasil, mas é um evento exibido para mais de 150 países. Então, são muito importantes as imagens do Rio de Janeiro. A escolha do Jockey está muito ligada a isso também. É um evento aqui que está no coração da cidade, que tem imagens do Cristo, da Lagoa, e, nesse novo complexo, não perde essa característica. Uma Quadra Central tão importante, uma quadra para você estar perto do Cristo e gerar essas imagens lindas e positivas para o mundo inteiro. A gente acha a quadra mais bonita do mundo”, concluiu Marcia durante a coletiva.
Em 2026, a cobertura do Rio Open alcançou mais de 180 países, enquanto 334 jornalistas foram credenciados para acompanhar o torneio, sendo 33 internacionais. A competição também teve mais de 54 horas de conteúdo no Sportv e 32 horas no Globoplay.
Crescimento do tênis brasileiro
A expansão da estrutura também está relacionada ao momento vivido pelo tênis no Brasil, especialmente com o surgimento de novos nomes no circuito. João Fonseca foi citado pela organização como um dos atletas que tem ajudado a impulsionar o interesse pela modalidade no país.
Para Lui, o crescimento da nova geração pode representar um novo desafio para a organização do torneio nos próximos anos. O diretor projeta inclusive a possibilidade de a capacidade de 9.500 lugares da Quadra Central se tornar insuficiente diante da evolução do tênis brasileiro.
“No passado, a gente estava em um espaço em que estava um pouco sem para onde fazer a quadra crescer. Então, isso posiciona a gente bem para o futuro, porque, possivelmente, 9.500 lugares vão ficar pequenos em dois, três anos. Se o João Fonseca continuar nessa ascendente, se vier o Guto Miguel, se vierem outros meninos que estão vindo por trás, de repente vai ter uma armada brasileira de quatro, cinco, seis Top 100, e vai precisar crescer”, concluiu Lui.
O diretor também destacou a quantidade de jovens brasileiros que estão surgindo e que podem chegar ao circuito profissional nos próximos anos.
“Vocês mesmos, que acompanham o tênis, provavelmente acompanham. A gente também está de perto, vendo esses meninos que, daqui a três, quatro anos, vão ser o novo João, vão ser o novo Guto. E isso é uma bola de neve que finalmente a gente chegou nesse momento que vai virar um problema bom. A gente vai ter tantos jogadores bons que vai ser difícil até fazer o ‘scheduling’ [programação] da Quadra Central do Rio Open. Então, espero ter esse problema no futuro”, enfatizou.
Os valores dos ingressos para a edição de 2027 ainda estão em análise por parte da organização. Segundo Lui, a definição dos preços ainda não foi concluída, mas as sessões iniciais, que tradicionalmente apresentam valores mais acessíveis ao público, continuarão com essa característica.
