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Fifa vai pagar taxa de participação de árbitro somali banido da Copa do Mundo 2026

Considerado melhor árbitro africano em 2025, Omar Artan foi deportado na chegada aos Estados Unidos

Gianni Infantino, presidente da Fifa, durante entrevista coletiva - Divulgação / Fifa

Gianni Infantino, presidente da Fifa, durante entrevista coletiva - Divulgação / Fifa

⚡ Máquina Fast
  • Árbitro somali Omar Artan foi barrado nos EUA antes da Copa do Mundo 2026, mas receberá integralmente sua taxa de participação.
  • Uefa convidou Artan para apitar a Supercopa da Europa como reconhecimento por suas habilidades e carreira.
  • Presidente da Fifa, Gianni Infantino, lamentou o caso, mas afirmou que a entidade não pode interferir em decisões governamentais.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A Fifa confirmou que o árbitro somali Omar Artan, impedido de entrar nos Estados Unidos antes da Copa do Mundo 2026, receberá integralmente o valor da taxa de participação no torneio.

Artan, de 34 anos, foi selecionado pela entidade como um dos 52 juízes da competição, mas teve sua entrada negada no Aeroporto Internacional de Miami no último dia 6.

O governo de Donald Trump alegou que ele teria “ligações com supostos membros de organizações terroristas”.

O árbitro relatou ao jornal New York Times que possuía “os documentos certos” e “o visto certo” para viajar, além de credenciamento oficial da Fifa. Ele disse ter sido interrogado por mais de 11 horas antes de ser detido e enviado de volta a Istambul, na Turquia, e posteriormente à Somália, onde foi recebido como herói por uma multidão.

Carreira

Eleito em 2025 como o melhor árbitro africano pela Confederação Africana de Futebol (CAF), Artan seria o primeiro somali a apitar uma Copa do Mundo.

Como compensação, a Uefa anunciou o convite para Artan apitar a próxima Supercopa da Europa entre Paris Saint-Germain, bicampeão da Champions League, e Aston Villa, vencedor da Liga Europa, em 12 de agosto.

Aleksander Čeferin, presidente da entidade, afirmou que a decisão busca “demonstrar respeito por Omar e suas excepcionais habilidades de arbitragem”.

Repercussão

Durante entrevista coletiva antes do início da Copa do Mundo, Gianni Infantino, presidente da Fifa, classificou a situação como “lamentável”, mas contemporizou.

“Não somos os reis do mundo para mandar em governos e forças policiais”, afirmou o dirigente.

“Talvez às vezes seja bom simplesmente relaxar. Trabalhamos em tudo. Tentamos resolver tudo. Às vezes, começar a gritar e espernear imediatamente tem o efeito oposto ao de encontrar uma solução”, defendeu.