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Time que revelou Pirlo, Brescia segue mesmo destino de Boavista e Bordeaux e fecha as portas

Liquidação judicial foi provocada por uma dívida de € 20 milhões, referente a salários atrasados do elenco e dívidas tributárias

Brescia fechou as portas após 114 anos de história - Reprodução / Instagram (@ brescia_calcio)

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  • Brescia foi declarado oficialmente extinto devido a uma dívida de € 20 milhões e má gestão financeira.
  • O clube enfrentou atrasos em salários e impostos, uso de créditos tributários falsos e punição da FIGC com perda de pontos e rebaixamento.
  • Pedido de recuperação judicial foi recusado pela Justiça, levando à cassação da licença e à extinção definitiva do Brescia.
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Mais um tradicional time da Europa fechou as portas em definitivo. Seguindo os destinos do português Boavista e do francês Bordeaux, o Brescia foi declarado oficialmente extinto nesta semana.

A liquidação judicial foi provocada por uma dívida de € 20 milhões, referente a salários atrasados do elenco e dívidas tributárias.

Tal como nos casos envolvendo Boavista e Bordeaux, o encerramento das atividades do Brescia foi ocasionado pela má gestão.

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Seu proprietário, Massimo Cellino, chegou a entrar com pedido de recuperação judicial da equipe, que foi recusado pelos tribunais italianos.

O Brescia foi fundado há 114 anos e disputou em 23 ocasiões a Serie A italiana. Por suas fileiras passaram craques como Pep Guardiola, Roberto Baggio (que encerrou a carreira no time) e Andrea Pirlo, revelado pelo clube.

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Impostos e salários atrasados

A crise foi deflagrada depois que a equipe passou a atrasar o pagamento de impostos e de salários do elenco.

Uma investigação apontou que a diretoria tentou compensar essas dívidas utilizando créditos tributários falsos ou inexistentes, o que agravou ainda mais a situação.

Em meio a uma avalanche de denúncias de irregularidades fiscais e devendo € 8 milhões em tributos, o time acabou sendo punido pela Federação Italiana de Futebol (FIGC) com a perda de pontos na Serie B, na temporada 2024/2025, resultando no rebaixamento do Brescia à terceira divisão, o que levaria a uma consequente perda de receitas e a piora significativa do quadro de penúria financeira.

Mas, em meados do ano passado, Cellino não conseguiu apresentar as garantias financeiras para o clube seguir atuando. Dessa forma, a FIGC decidiu cassar a licença nacional do Brescia, que passou o último ano sem atuar profissionalmente.

O pedido de reestruturação financeira foi a última cartada de Cellino para manter o time funcionando, mas o pedido foi recusado pelo Tribunal de Brescia, por considerar a proposta insuficiente para cobrir o rombo de aproximadamente € 20 milhões.

Dessa forma, a Justiça reconheceu estado de insolvência e decretou a extinção definitiva do clube.