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Nike e Rayssa Leal lançam guia de boas práticas para meninas no skate

Material reúne aprendizados do programa "Skate pela Mudança Social", que já impactou mais de 170 jovens no Nordeste

Nike e Rayssa Leal lançaram guia de boas práticas para meninas no skate - Divulgação

Nike e Rayssa Leal lançaram guia de boas práticas para meninas no skate - Divulgação / Nike

⚡ Máquina Fast
  • Nike lança o guia 'Meninas, Skate & Transformação' para promover skate como ferramenta de desenvolvimento social para meninas.
  • Programa 'Skate pela Mudança Social' beneficiou três ONGs do Nordeste, impactando mais de 170 crianças e adolescentes, sendo 90 meninas.
  • Iniciativa fortalece ONGs, promove equidade de gênero e cria espaços seguros para a prática do skate educacional.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A Nike, em parceria com Rayssa Leal, Laureus Sport for Good e Rede Esporte pela Mudança Social (Rems), lançou o guia de boas práticas “Meninas, Skate & Transformação”, que pode ser acessado pelo link do projeto.

O material conta com apoio técnico da ONG Social Skate e sistematiza aprendizados do programa “Skate pela Mudança Social”, que já beneficiou três organizações do Nordeste e impactou mais de 170 crianças e adolescentes, sendo 90 meninas.

Conteúdo

O guia foi desenvolvido para gestores e educadores, e aborda temas como o skate como ferramenta de desenvolvimento, a criação de espaços seguros e acolhedores, e o fortalecimento da confiança e do senso de pertencimento.

O material inclui uma carta da skatista dedicada às meninas e metodologias que podem ser replicadas por outras organizações.

“O ‘Skate pela Mudança Social’ materializa o propósito da Nike de impulsionar o poder transformador do esporte”, afirmou Bruno Teixeira, gerente-executivo de comunicação e propósito da Fisia, distribuidora da Nike do Brasil.

“Ao longo do programa, vimos como o acesso ao skate para crianças pode abrir caminhos, fortalecer a confiança e ampliar oportunidades, especialmente para meninas”, acrescentou o executivo.

Dona de duas medalhas olímpicas (prata em Tóquio 2020 e bronze em Paris 2024), além de dois títulos mundiais (World Skate Games) e quatro ouros no Super Crown, da Street League Skateboarding (SLS), Rayssa Leal destacou o impacto da iniciativa.

“Ver o skate transformando a vida dessas meninas é algo que me emociona muito, porque eu sei exatamente o que ele fez por mim. Ter participado dessa iniciativa que contemplou a região onde nasci e ver o esporte entrando na rotina delas é mostrar que a gente pode ocupar qualquer lugar”, contou a atleta.

Maria Sophia, da Associação Conexão Social, uma das participantes da iniciativa, falou sobre o que a modalidade trouxe de aprendizado para sua vida.

“Depois do skate, eu consegui confiar mais em mim e nas pessoas. Eu aprendi a não abaixar a cabeça. Porque a cada vez que a gente abaixa a cabeça, a gente está dando as costas para o nosso sonho”, salientou a skatista.

“Ela é uma esperança de que a gente também pode ser skatista”, resumiu Ana Clara, que também integra a Associação Conexão Social.

Rede

O programa apoiou o Instituto Esporte Mais, de Fortaleza (CE), a Associação Atletas Sal e Luz, de Amontada (CE), e a Associação Conexão Social, de Lagoa de Itaenga (PE).

Durante dois anos, as ONGs receberam apoio financeiro, equipamentos e capacitação, com mais de 100 horas de formação em temas como equidade de gênero e pedagogia do skate educacional. Também foram realizados festivais e eventos para promover trocas de experiências e consolidar uma rede colaborativa.

“Eu acho que toda criança, principalmente as meninas, têm o direito de andar de skate. Então, os pais que não deixam andar, vamos deixar seus filhos ou suas filhas testarem coisas novas da vida”, pediu Maria Esther, do Instituto Esporte Mais.

Organizações

Além do impacto direto nas meninas, o programa contribuiu para o fortalecimento das ONGs participantes, que seguem com seus projetos ativos após o ciclo de investimento.

“Quando criamos espaços de troca e aprendizado, fortalecemos não só os projetos, mas principalmente as pessoas que estão por trás deles”, declarou Sandro Testinha, fundador da ONG Social Skate.

“Precisamos de profissionais e educadores cada vez mais preparados, motivados e reconhecidos pelo papel que ocupam. É assim que o esporte se transforma em uma ferramenta real de impacto social”, concluiu.