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CBV se une aos clubes para definir como será a nova Superliga de Vôlei

Plano prevê a criação de uma empresa para gerir a competição e que buscará um sócio para viabilizar investimentos no novo negócio

Reunião entre a CBV e a Comissão de Clubes da Superliga foi realizada na quinta-feira (29) - Dhavid Normando / FVimagem / CBV

O ano de 2027 deve ser decisivo para a Superliga de Vôlei. Apesar de provavelmente manter o nome criado na temporada 1994/1995, o torneio passará por uma mudança profunda em sua gestão.

A transformação no principal campeonato profissional de vôlei do país começou a ser definida em uma reunião realizada nesta quinta-feira (29), na sede da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), no Rio de Janeiro (RJ).

Em entrevista por telefone à Máquina do Esporte, Radamés Lattari, presidente da entidade, classificou o momento como “histórico”. O encontro presencial serviu para que as equipes e a CBV definissem as bases para a construção da nova fase da Superliga.

Nos últimos meses, circularam na mídia rumores de que os clubes estariam se organizando com o objetivo de criar uma liga independente, responsável por organizar um campeonato nacional de vôlei.

Segundo Lattari, os clubes decidiram, então, procurar a entidade que comanda a modalidade no país e informar que, sozinhos, não teriam condições de criar essa liga.

“Eles gostariam que a CBV liderasse esse processo de construção”, explicou o dirigente.

De acordo com Radamés Lattari, atualmente as equipes e a CBV trabalham no sentido de formatar esse novo modelo de competição.

Como funcionará a nova Superliga

O mandatário explicou que a ideia da CBV e dos clubes é criar uma empresa, que ficará responsável por organizar e gerir a Superliga a partir de 2027.

Após a definição do modelo do campeonato e dos detalhes de funcionamento da empresa encarregada da gestão, clubes e CBV passariam a ouvir as propostas de grupos interessados em se tornar sócios da liga. Por enquanto, portanto, não foi definido quem assumirá esse papel de investidor no negócio, que ainda está sendo desenhado.

De acordo com o presidente, o possível sócio receberá uma parte dos resultados financeiros gerados pela nova Superliga (proporcional ao aporte realizado), enquanto o restante seria dividido entre os times e a CBV.

“Isso permitirá que façamos investimentos para melhorar a estrutura e profissionalizar ainda mais o campeonato”, ponderou Lattari.

Segundo ele, o modelo de distribuição das receitas comerciais e de mídia da nova Superliga será igualitário, com cada time recebendo as mesmas cotas por esse tipo de faturamento.

“A diferenciação viria nas premiações, com os valores mudando de acordo com a classificação obtida pelos times ao fim do campeonato”, explicou Lattari.

Vale lembrar que, em junho do ano passado, ao participar do podcast Maquinistas, da Máquina do Esporte, o presidente da CBV revelou que cinco ou seis grupos de investidores já haviam demonstrado interesse em comprar a Superliga.

À ocasião, o dirigente comentou que a entidade já estudava a ideia de passar a gestão da competição para um grupo privado, como uma forma de viabilizar novos investimentos e elevar o patamar do campeonato.

A reunião

A reunião que debateu as bases da nova Superliga contou com as participações de representantes da Comissão de Clubes da Superliga, que é formada por sete equipes e presidida pelo Minas Tênis Clube.

No feminino, estiveram presentes Dentil Praia Clube, Sesc RJ Flamengo e Pinheiros. No masculino, integram a comissão Sesi Bauru, Vôlei Guarulhos BateuBet e Vôlei Renata.

“Essa reunião foi para alinhar as expectativas, informações sobre o produto Superliga. Foi um encontro fundamental para começarmos com o pé direito e unidos, como todos desejamos”, comentou Rogério Romero, representante do Minas Tênis Clube.

“É um momento histórico para o vôlei, não só para a Superliga, mas para o esporte como um todo. Quero parabenizar a CBV e o presidente Radamés Lattari. É um momento em que a unidade faz com que a gente prospecte novos caminhos para a Superliga. O principal é ter unidade. E hoje a gente ratificou essa unidade entre CBV e clubes para que possamos dar esse passo importantíssimo na história do vôlei nacional”, disse Anderson Marsili, presidente do Vôlei Guarulhos Bateubet, que também esteve no Maquinistas no ano passado, em outubro.