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WNBA e associação de jogadoras chegam a acordo verbal para novo contrato coletivo de trabalho

Liga feminina de basquete evita adiamento da temporada de 2026 após entendimento com jogadoras

Cathy Engelbert, comissária da WNBA, em entrevista coletiva - Reprodução/YouTube

Cathy Engelbert, comissária da WNBA, em entrevista coletiva - Reprodução / YouTube

⚡ Máquina Fast
  • WNBA e WNBPA chegaram a um acordo verbal para novo contrato coletivo evitando atraso da temporada de 2026.
  • Salários das jogadoras serão atrelados a parcela significativa da receita, com teto de US$ 6,2 milhões e aumento da remuneração média.
  • Temporada 2026 é estratégica com novos contratos de transmissão que podem gerar US$ 200 milhões para a liga.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A WNBA e a associação de jogadoras da liga (WNBPA) anunciaram um acordo verbal para um novo contrato coletivo de trabalho.

Os termos ainda precisam ser votados pelo conselho de governadores da liga e pelas atletas, mas o entendimento evita o risco de adiamento da temporada de 2026, prevista para começar em 8 de maio.

“O progresso alcançado nessas discussões representa um passo transformador para as jogadoras e para a liga, e reforça um compromisso compartilhado com o crescimento contínuo do esporte”, afirmou Cathy Engelbert, comissária da WNBA.

Negociações

As conversas começaram em outubro de 2024, quando a liga rescindiu o contrato anterior, que expiraria em outubro de 2025. Nos últimos oito dias, ambas as partes realizaram mais de 100 horas de reuniões presenciais para chegar a um acordo.

Um dos principais pontos de divergência foi a divisão de receitas. Segundo o site
The Athletic, a WNBA ofereceu às jogadoras 15,5% da receita total durante a vigência do contrato. A proposta inclui ainda um teto salarial de US$ 6,2 milhões, com salários anuais que podem variar entre US$ 1,3 milhão e US$ 2 milhões.

Engelbert declarou que o acordo foi “justo e vantajoso para todos”. Já Terri Carmichael Jackson, diretora executiva da WNBPA, concordou com ao dirigente.

“Cathy e sua equipe entenderam que as vitórias das jogadoras eram vitórias da liga e que nossas histórias de sucesso são histórias de sucesso compartilhadas e ponto final”, declarou.

Salários

Nneka Ogwumike, presidente da WNBPA e jogadora do Seattle Storm, contou que o acordo fortalece benefícios como sistema habitacional, aposentadoria, planejamento familiar e licença parental. E as atletas conseguiram algo além.

“Pela primeira vez, os salários das jogadoras estão atrelados a uma parcela realmente significativa da receita da liga, impulsionando um crescimento exponencial do teto salarial, aumentando a remuneração média para mais de meio milhão de dólares e elevando o padrão profissional em instalações, equipe e suporte”, especificou ela.

Breanna Stewart, do New York Liberty e vice-presidente da WNBPA, concordou com sua colega de associação.

“Espero que vocês vejam os detalhes em breve, mas ele vai construir e ajudar a criar um sistema em que todas recebam exatamente o que merecem e muito mais. Tanto dentro quanto fora de quadra”, declarou a atleta.

Calendário

Este será o sexto contrato coletivo de trabalho da história da WNBA. O período de treinamentos começa em 19 de abril, seguido pelos jogos de pré-temporada, no dia 25 do mesmo mês.

Antes disso, a liga realizará o draft de expansão para as novas franquias de Toronto e Portland, além do draft universitário e da supervisão das agentes livres.

A temporada de 2026 é considerada estratégica para a WNBA, que inicia novos contratos de transmissão avaliados em US$ 200 milhões com ESPN, Amazon e NBC. Um adiamento teria impacto direto em bilheteria, audiência e expansão comercial da liga.