A World Surf League (WSL) ampliou as ações de sustentabilidade do Banco do Brasil São Sebastião Pro com uma iniciativa de recuperação da Mata Atlântica na Praia de Maresias, no Litoral Norte de SP, durante a realização da etapa do Challenger Series (CS). Em parceria com o Instituto Conservação Costeira (ICC) e a Divisão Socioambiental da Prefeitura de São Sebastião (SP), por meio da Secretaria do Meio Ambiente, a organização promoveu o plantio de mais de 50 mudas de espécies nativas.
A ação também contou com a participação de crianças do Projeto Buscapé, iniciativa que atua com educação e desenvolvimento de pessoas em situação de vulnerabilidade social na Costa Sul de São Sebastião. Além do plantio, a atividade teve como objetivo aproximar os participantes de práticas de educação ambiental e reforçar a importância da preservação da Mata Atlântica.
“É importante plantarmos árvores nativas, frutíferas, raras inclusive, mas também é fundamental trazer as crianças para essa experiência. Assim, conseguimos avançar em duas frentes ao mesmo tempo: além de cuidar do meio ambiente, estamos levando consciência para essas crianças da importância de cuidarmos do nosso patrimônio, que é a natureza. Afinal, tudo isso ficará de herança para eles”, destacou André Mota, integrante do ICC.
“Sozinhos nós não fazemos nada. É muito importante termos parceiros para conduzirem as ações de educação ambiental e passando para essa criançada a importância da arborização. A administração atual do prefeito Reinaldinho pede muita atenção no cuidado com a preservação da natureza, e temos trabalhado arduamente nessa missão. Desde o começo de 2025, já foram plantadas mais de 2.500 árvores, e seguiremos ao longo dos próximos anos com a campanha de arborização urbana no município”, afirmou Silvio Gonçalves, chefe da Divisão Socioambiental da Secretaria do Meio Ambiente (Semam) da Prefeitura de São Sebastião.
Sustentabilidade integrada ao evento
A preocupação ambiental da WSL também está presente na operação do Banco do Brasil São Sebastião Pro. A etapa conta com ações de gestão de resíduos, reaproveitamento de materiais e redução do uso de descartáveis, buscando conectar a realização do evento à preservação do ambiente onde o surfe acontece.
“O surfe depende diretamente da saúde dos oceanos, das praias e de todo o ecossistema costeiro. Por isso, para a WSL, realizar um evento na praia também significa assumir a responsabilidade de cuidar desse ambiente e deixar um impacto positivo para a comunidade. Quando conseguimos unir recuperação ambiental, educação e reaproveitamento de materiais, mostramos que a sustentabilidade deve fazer parte da operação do evento e, principalmente, da experiência das novas gerações”, enfatizou Ivan Martinho, presidente da WSL na América Latina.
Ao todo, 99% dos resíduos gerados são reaproveitados. Entre os materiais reciclados estão vidro, lonas, copos de papel e presilhas plásticas. Estas últimas são posteriormente transformadas em quilhas de prancha, criando uma conexão direta entre a gestão de resíduos e a prática esportiva.
O evento também opera com zero uso de plástico descartável e conta com parcerias com cooperativas locais para a gestão dos resíduos. As lonas utilizadas na estrutura da competição ganham novas funções após o evento e são transformadas em lixeiras ecológicas, bancos de praças, nécessaires, abrigos para pontos de ônibus e estruturas de proteção para a vegetação nativa.
