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Náutico, Sport e Santa Cruz lançam camisas retrô inspiradas em “O Agente Secreto”

Em parceria com Chico Rei, clubes fazem menção aos anos 1970, época em que se passa o filme, candidato ao Oscar

Camisas de Náutico, Sport e Santa Cruz foram inspiradas na estética dos anos 1970 - Divulgação

Camisas de Náutico, Sport e Santa Cruz foram inspiradas na estética dos anos 1970 - Divulgação

Náutico, Sport e Santa Cruz se uniram em uma iniciativa comercial conjunta para o lançamento de uma linha de camisas retrô. A ação é uma homenagem ao filme “O Agente Secreto”, obra do cineasta pernambucano Kleber Mendonça Filho, recentemente premiada no Globo de Ouro e candidata na categoria de melhor filme internacional no Oscar.

A coleção foi desenvolvida e confeccionada pela marca Chico Rei, responsável pela comercialização das peças, em parceria com a Vitrine Filmes, produtora da obra. A campanha baseia-se nos conceitos de fidelidade e “bairrismo” característicos do estado, onde a maioria da torcida opta por apoiar clubes locais em vez de times do eixo Rio-São Paulo.

Planejamento

A campanha começou a ser gestada no ano passado, quando a Vitrine e a Chico Rei procurou os clubes para propor a ação. Os três grandes de Pernambuco toparam participar, unindo a paixão do futebol local com uma iniciativa que mostra a cultura do estado para o mundo.

A ideia era fazer uma ação conjunta para que a gente aproveite todo esse orgulho que o pernambucano tem de um filme produzido no Recife, com a identidade dos times pernambucanos”, conta à Máquina do Esporte André Lira, diretor de marketing do Santa Cruz.

O Tricolor do Arruda, aliás, é o principal clube local lembrado na fita. O Santinha era o time dominante em Pernambuco nos anos 1970, época em que chegou a conquistar um pentacampeonato estadual.

No filme, há uma transmissão radiofônica de um jogo do Santa Cruz. Em outro momento, seu Alexandre, projetista do Cinema São Luiz, um dos personagens da história, solta a frase: “Se o Santa ganhar, eu pago a cerveja”.

Já em um trecho que mostra o Carnaval,  um integrante de uma orquestra de frevo aparece com a camisa do Tricolor do Arruda.

“Há várias citações ao clube. É um orgulho para o pernambucano estar com um filme produzido aqui concorrendo ao Oscar. A ação uniu a paixão dos clubes locais por tudo o que é feito e produzido aqui na nossa terra” , destaca Lira.

Identidade cultural

A estratégia, de fato, posiciona os três clubes não como alternativas de consumo, mas como símbolos de identidade cultural que atravessam gerações.

“O Náutico ficou muito feliz com essa iniciativa da Vitrine Filmes junto com a Chico Rei por valorizar primeiramente o filme de um grande pernambucano, Kleber Mendonça, e por valorizar o bairrismo que o pernambucano tem, o amor por sua terra, à arte, principalmente ao futebol”, afirma Eduardo Downey, diretor de mercado do Náutico, em entrevista à Máquina do Esporte.

“Os três times são, de forma justa, homenageados mostrando que o pernambucano é realmente um apaixonado pelo futebol e isso é contemplado no próprio filme”, acrescenta o executivo.

Herança

As peças apresentam uma estética alinhada aos anos 1970, período em que a narrativa do filme é ambientada. A coleção busca cruzar as temáticas do futebol e do cinema, explorando a ideia de que a projeção internacional da obra cinematográfica reflete o sentimento de pertencimento local, unindo as torcidas rivais em torno de um produto cultural do estado.

A ação de marketing reforça a premissa de que a escolha pelo time em Pernambuco é uma herança cultural. O lançamento aproveita a visibilidade do longa-metragem na temporada de premiações globais para impulsionar a venda de produtos licenciados.

“A campanha foi um sucesso e espero que isso se reflita em outras fontes, como a paz nos estádios, para mostrarmos um movimento importante de união entre os clubes”, espera Downey.

Os produtos estão disponíveis para venda na plataforma de e-commerce da Chico Rei.